Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 02/09/2021
Durante a Antiguidade Clássica, as pessoas deficientes não possuíam, muitas vezes, direito à vida, pois era permitido aos pais matarem os filhos com alguma insuficiência. Dessa forma, a vivência desses indivíduos é repleta de adversidades, como o capacitismo. Esse quadro é fruto de um problema persistente no Brasil, por causa de existir uma sociedade preconceituosa, o que prejudica a saúde mental das vítimas desse impasse.
Nesse sentido, a trajetória desses cidadãos é uma batalha diária, pelo fato de terem que conviver com pessoas que acreditam que a deficiência limita-os do que querem fazer e que não podem realizar os próprios desejos. Desse modo, há diversas ações preconceituosas contra os deficientes, como aversão, perseguições, violência verbal ou física. Isso acontece em razão das pessoas não se conformarem que o cidadão detentor de insuficiências pode viver normalmente. Conforme Virginia Woolf, escritora, de tudo que existe nada é tão estranho como as relações humanas e a irracionalidade delas. Com isso, todo esse julgamento é feito, geralmente, porque os indivíduos sentem-se que são mais capazes de exercerem certas atividades, porém as pessoas deficientes podem praticar o que quiserem.
Por consequência disso, problemas psicológicos são desenvolvidos nas vítimas desse problema, visto que começam a acreditar que possuem atribuições limitadas e que estão erradas ao tentarem vencer esse preconceito. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 86% da população brasileira possui transtornos mentais. Em vista disso, a ansiedade, depressão e o estresse são gerados por causa do capacitismo. Assim, os deficientes ficam mais introspectivos e preferem ficar isolados. Dessarte, essa adversidade pode fazer os cidadãos terem sentimentos que remetem-os à Antiguidade.
Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar esses impasses. Logo, cabe à mídia a tarefa de fazer propagandas contra o capacitismo nos programas de horário nobre, para ter um maior alcance, por meio da presença de famosos que possuem deficiências e de especialistas que falarão sobre esse desafio e como combatê-lo, à vista de que as pessoas com alguma insuficiência tenham uma vivência melhor. Ademais, compete ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela área, o dever de realizar projetos com as vítimas dessa adversidade, por intermédio da contratação de psicólogos que farão todos os tratamentos necessários, com o fito desses cidadãos vencerem essas barreiras. Dessa maneira, espera-se que a visão da escritora Virginia Woolf, mude.