Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 28/10/2021
Na Grécia Antiga, especialmente na cidade-estado Esparta, crianças que possuiam algum tipo de deficiência física ou mental eram arremessadas ao mar ou jogadas de um precipício, pois, segundo a concepção espartana, não se tornariam “bons guerreiros”. Fora do paronama heleno, constata-se a perpetuação de tais ações discriminatórias quando se observa o combate ao capacitismo no Brasil hodierno. Assim, aprofundam essa vicissitude a falha no sistema de ensino do país e o desamparo governamental como impulssionadores da mazela em questão.
Em primeiro plano, é fundamental apontar o desvio educacional como principal obstáculo para o combate ao capacitismo no país. Isso ocorre devido à perpetuação de preconceitos enraizados na sociedade brasileira advindos do imaginário errôneo retratado na antiguidade e recentemente no holocausto sucedido no século XX, onde ocorreu o grande extermínio de deficientes, os quais eram considerados “indignos” perante uma “raça superior”. Dessa forma, torna-se inadmissível o repasse de tais ideologias nas instituições de ensino do país sem a ocorrência de debates que possam dar a devida importância ao assunto em questão.
Ademais, deve-se salientar a negligência governamental como propulsora do combate ao capacitismo no Brasil. Segundo o site de notícias G1, “das 46 milhões de pessoas que possuem alguma deficiência física ou mental no país, apenas 1% participam de atividades laborais”. Diante de tal exposto, conclui-se que a permanência desse lapso afeta não só a carreira discente, como também causa danos na forma como estas pessoas com necessidades especiais se incluem no meio social, como, por exemplo, a entrada no mercado de trabalho. Logo, entende-se que a inclusão e a diversidade dessas pessoas deve ser ampliada e respeitada, tal como é garantida pela Constituição de 1988, a qual prevê a igualdade perante a lei sem qualquer distinção entre os indivíduos.
Portanto, a mitigação do capacitismo no Brasil depende primordialmente da eficácia educacional e o amparo governamental. Para isso, compete ao Ministério da Educação promover ações mais rígidas que busquem conscientizar a comunidade estudantil acerca do capacitismo enraizado na sociedade, por meio de debates e palestras com a participação de especialistas no assunto, a fim de que a frenesi sofra uma redução desejável. Ademais, cabe ao Ministério do Trabalho e Previdência propiciar ações que viabilizem a adesão de pessoas com necessidades especiais nos campos laborais, por meio da geração de cursos preparatórios apropriados para as suas condições, com o intuito de conceber maior qualificação profissional, a fim de que a inclusão social e a garantia dos direitos constitucionais estejam em vigor no país. Assim, instalar-se-á uma sociedade dotada de verdadeiros “bons guerreiros”.