Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 02/09/2021
Preconceito, juízo de valor preconcebido sobre algo ou alguém que se pauta em uma opinião construida sem fundamento, existe desde o início da história da humanidade. Com a evolução das sociedades, tais concepções passaram por transformações e ganharam novos alvos. Porém, no que concerne a deficiência, discriminações existem desde as primeiras civilizações até hodiernamente, como na extinta civilização Viking, que tinha como costume matar os bebês que nasciam com deficiências, já na sociedade atual, as descriminações ocorrem devido a falta de debate sobre o assuto e ao déficit empático de grande parte da população.
Primeiramente, é válido ressaltar como a sociedade moderna não fala sobre, ou mesmo não sabe o que é capacitismo, além de não dar a devida atenção as deficiências em si. Assim, é visto na série norte americana Atypical, como o protagonista, Sam, é tratado por aqueles que o cercam, pessoas que não sabem como lidar com a suas limitações e a falta de crédito em sua capacidade de indepedência. Sendo assim, o silêncio do povo sobre o assunto deixa a todos no escuro, criando barreiras em muitos aspectos sociais, já que não se sabe como agir em torno de tal minoria.
Ademais, percebe-se a exclusão que os portadores de deficiência sofrem por conta da falta de tato social. Segundo o professor de teologia, Valdeci Santos, todas as deficiências são aceitaveis e passiveis de inclusão social, menos a do caráter. Dessa forma, tal constatação remete-se àqueles que apresentam um déficit empático, principalmente em ambiente de trabalho, tratando os colegas que estão foram do padrão como pessoas incapacitadas, muitas vezes os excluindo e os tratando de maneira diferenciada.
Portanto, é evidente a necessidade de mudar o cenário atual. Para tanto, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, deve promover palestras ministradas por assistentes sociais e professores de sociolofia para todas as séries escolares e ambientes empresariais, estes irão desmistificar e ensinar a como lidar com deficientes, a fim de promover e debate sobre o assunto e uma melhor convivência na vida social e no trabalho, sem enxerga-los como pessoas diferentes. Dessa forma serão formados cidadãos que pensam na sociedade de forma igualitária, evitando assim a prática do capacitismo e do preconceito.