Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 09/09/2021

Na comtemporaineidade, a sociedade brasileira tem passado por situações controversas que levantam diversos questionamentos. Em vista disso, observa-se a grande incidência de atitudes capacitistas reproduzidas diariamente por toda população. O capacitismo se refere a todas as atitudes que discriminam pessoas deficiêntes julgando-a como incapaz. Cabe, portanto, entender o problema e buscar medidas que possam minimizá-lo.

Em princípio sabemos que uma pessoa com deficiência no Brasil convive diariamente com ideias capacitistas, o assunto e pouco discutido e elucidado na formação do brasileiro, e consequentemente, formamos indivíduos incapazes de descontruir esses conceitos, fazendo com que eles sejam reproduzidos sem o real conhecimento do seu  significado e suas consequências. No filme Extraordinário, o personagem principal Auggie que possue uma deformação no rosto, ao frequentar pela primeira vez uma escola regular sofre diversas dificuldades em relação a socialização com outras crianças, e em determinado momenteo é discriminado pelo pai de uma criança, a qual fazia bullying com ele, ele reforça que seu rosto é “realmente assustador” e por isso o ato de seu filho seria justificado. Sendo assim é possivel notar que grande parte do problema surge com a falta de uma educação inclusiva voltada a equidade de pessoas portadores de deficiência.

Soma-se a isso o fato de o capacitismo está enraizado historicamente em nossa sociedade - no início da segunda guerra mundial, Adolf Hitler criou um programa chamado “Eutanásia” que exterminava pessoas com algum tipo de deficiencia fisica ou mental, elas eram considrados, pelos nazistas,  indignas de viver e inferiores aos indivíduos ditos como “normais”, ideia essa que se perpetua até os dias atuais - sendo assim o combate a esse problema torna-se um grande desafio, já que, ele se construiu durante decadas, fazendo com que atualmente algumas atitudes não fossem relacionadas a atos capacitistas e discriminatórios, sendo normalizadas aos olhos da população.

Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenários. É fundamental, portanto, que o Ministério da Educação invista em uma educação inclusiva, tornando o ambiente escolar um local de convívio e aceitação da diversidade e da formação de cidadões conscientes em relação a forma como devemos enxergar o outro e tratá-lo sem que sua deficiência seja um empencilho a uma relação “normal”. Através de oficinas educativas e palestras ministradas por especialistas no assunto, capazes de dialogar da melhor maneira, para que, tanto crianças, como, adolescentes e suas familias possam perceber e corrigir atitudes capacitistas.