Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 13/09/2021
Diante da realidade brasileira a discriminação e o preconceito é enraizado na sociedade. Nesse sentido, pessoas que possuem deficiência genética, ou que a adquirem ao longo da vida, são vistas como “anormais”, ou que “diferem-se da natureza humana”. Essa problematização está atrelada à ignorância de quem se sente superior às outras pessoas, e as fazem sentir-se inferiores e incapazes. Ou seja, existem desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil?
Antes de tudo, o acesso à informação têm crescido cada vez mais, principalmente com a ajuda da tecnologia que proporciona o fácil acesso ao conhecimento, porém, ainda sim, é pertinente à falta de acesso à conscientização. Logo, a desinformação se torna um dos principais fatores que amplia a exclusão social das pessoas com deficiências. Como também, sofrem constantemente julgamentos, violências verbais, físicas e até mentais. Posteriormente, o que deveria ser algo comum para todos, se torna um compilado de ações grotescas.
No filme “Extraordinário” conta a história do August, um garoto com 10 anos que possui deformidade facial. Que após muito tempo estudando em casa, pela primeira vez iria ter a experiência de ir para a escola, entretanto, sofreu bullying por sua aparência pela maior parte dos seus colegas. Em conformidade, é instantâneo a estereotipização que a população aprisiona as pessoas com deficiências, questionando e incitando que elas não possuem a capacidade de viver como alguém comum, que além das suas deficiências, têm uma vida, sonhos e capacidades como qualquer outra pessoa. Como August, pessoas deficiêntes precisam a todo momento mostrar que possuem habilidades, que podem ter uma vida que vai além do que apenas possuir uma doença.
Além de tudo a questão por igualdade de oportunidade e busca por acessibilidade, deveriam ser mais reconhecidas para aqueles que necessitam desse suporte de inclusão. É necessário reconhecer e ter empatia sobre os movimentos das pessoas com deficiência. A busca por direitos deve ser alcançada e reordenada com finalidade em dar autonomia para esse grupo.
Desse modo, o capacitismo é um desafio que deve ser combatido nesse país que retrata tanta desigualdade e merece dar voz aos que são esquecidos e deixados de lado, assim como August, que buscava se encaixar em um lugar em que não era aceito. Nesse contexto, o Brasil representa o lugar que abafa os movimentos por representatividade. Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania promover projetos que auxiliem na busca por oportunidades, por meio de integração de campanhas com a finalidade de fazer jus ao acesso por inclusão para pessoas com deficiências.