Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 07/09/2021
No filme “Extraordinário” é retratada a história de um menino com deformidade facial, para cuidar de sua saúde estudou anos em casa com sua mãe. Ao longo da trama é revelada a sua experiência ao ir para a escola pela primeira vez, inicialmente identifica-se a sua exclusão, preconceito, capacitismo etc. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada no filme “Extraordinário” pode estar relacionada ao problema, capacitismo no Brasil. Isso ocorre devido à falta de inclusão nas escolas e de formação dos docentes da mesma.
Em primeiro lugar, é importante destacar que pessoas com deficiências (PcD) continuamente são excluídas de atividades usuais e também pouco valorizadas. No decreto do Presidente Jair Bolsonaro que cria a nova Política Nacional de Educação Especial, prevê turmas e escolas especializadas para atender estudantes com deficiência. Vista como um retrocesso na inclusão de PcD nas escolas regulares, nota-se o problema cada vez mais comum.
Além disso, a inclusão deve ser feita da maneira adequada para que o aluno não se sinta distante e indiferente em relação aos colegas. De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe), realizada com 18 mil estudantes, professores, funcionários em 501 escolas do Brasil, constatou que 96,5% dos entrevistados admitem o preconceito contra pessoas com deficiência. Logo, devemos ficar atentos na prática de bullying, xingamentos e isolamento deles e como os docentes irão lidar com isso, pois pode afetar o aluno.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para o Ministério da Educação, urge em projetos visando a conscientização, através de cursos e debates, para todos da comunidade escolar, com psícologos/médicos, que estimulem a interação entre alunos e entre professores. Somente assim será possível se afastar da realidade retratada no filme “Extraordinário”.