Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 09/09/2021
O preconceito em relação às pessoas com deficiência (PcD), o capacitismo, é um grande problema em nossa sociedade. Seu estigma acaba gerando exclusão entre os membros não deficientes e deficientes. Fortalecendo os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil, uma vez que estigmatizado, acaba reforçando a desinformação sobre essa questão.
Antes de mais nada é importante compreender que pessoas com deficiência não são inferiores a ninguém. Elas apenas são pessoas deficientes, seja de forma física ou mental. Esse estigma de que “PcD são inferiores às pessoas normais” é completamente errôneo, ele serve apenas para fortalecer a discriminação e a desinformação a respeito dessa comunidade. Prova disso é o fato de que normalmente a sociedade tem dó de pessoas que são Down ou Autistas simplesmente por serem assim, sem ao menos saberem o que significa essas deficiências.
Logo, as Pcd são hierarquicamente iguais a todos, que possuem os mesmos direitos garantidos por lei, sendo assim, são pessoas tão normais quanto qualquer não deficiente. A diferença que existe é o fato de que essa minoria possui mais fatores limitadores que as demais pessoas da sociedade. Mesmo assim ainda há uma exclusão desses cidadãos, seja nos debates escolares, onde isso deveria ser um tema recorrente para assim os estudantes tomarem conhecimento do que são as deficiências, trabalhando assim a alteridade com o grupo em questão, coisa que não ocorre na prática, são raras as vezes que PcD são pautadas em escolas da rede pública. Ou na mídia, onde eventos como as Paraolimpíadas deveriam ser muito mais noticiados, destacando essas pessoas assim como os não deficientes são destacados.
Pode-se concluir que os desafios do combate a capacidade, estão profundamente associados a falta de informação da sociedade. Sendo necessário uma intervenção do Estado, por meio do Ministério da Educação, no qual seria implementado nas escolas, de maneira obrigatória, seminários com pessoas deficientes (Downs, cadeirantes, cegos, entre outros) de maneira que quebrasse o estigma sobre os deficientes e que vise a formação da alteridade dos estudantes, para com o grupo.