Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 12/09/2021
O preconceito perante pessoas que possuem algum tipo de deficiência sempre foi regra no Brasil. Embora muitas conquistas tenham ocorrido, como projetos e leis de acessibilidade e inclusão de alunos deficientes, há muito o que se fazer no país, mas decerto o principal auxílio não virá de leis nem do governo, e sim da sociedade comum.
Primordialmente, o capacitismo é um conjunto de crenças, palavras e ações que discriminam pessoas com deficiência física ou psiquiátrica. Além disso, a deficiência é vista como algo a ser superado ou corrigido. O capacitismo se manifesta todos os dias de diferentes maneiras: quando se questiona a necessidade de que um banheiro especial seja instalado em uma empresa ou até mesmo em um espaço público ou quando utiliza-se frases como, “Parece cego em tiroteio”. Independente da forma como essas ações se manifestam, todas elas ferem e afetam os outros. Segundo Rafael Ribeiro, psicólogo e presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Norte (CRP-RN) estas condutas subjugam e impossibilita que pessoas com deficiência ocupem determinados espaços de direito.
As Paralimpíadas são o evento esportivo realizado a cada quatro anos para pessoas com deficiências. Inclui modalidades que permitem atletas com diversos tipos de deficiência competirem. Em um país desigual como o Brasil, pessoas com deficiência são colocadas á margem da sociedade e têm suas capacidades questionadas. Mas o movimento paralímpico é inclusivo e abre as portas a todos. Nas Paralímpiadas, participam atletas com deficiências motoras, amputados, cegos, além de pessoas que sofreram paralisia cerebral e que possuem alguma deficiência mental.
Desse modo, o Estado, por meio do Ministério da Educação, deve desenvolver aulas e campanhas relacionadas ao combate ao capacitismo, com a ideia de conscientizar sobre o que é de fato ser deficiente e suas verdadeiras limitações e potencialidades. Afinal, toda ferramenta que combata o preconceito é mais que uma boa intenção, é uma necessidade.