Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/09/2021

Segundo o site de notícias “UOL”, o capacitismo é um termo utilizado para designar os preconceitos em relação à deficiência. Essa problemática é recorrente em questão, visto que a desigualdade empresarial e a falta de representatividade das pessoas com deficiência são condutas hostis ainda fortemente penetradas em solo tupiniquim.

“Aqui é Bahia, aqui é respeito”, é a frase estampada em uma das publicidades lançadas pelo governo da Bahia no segundo semestre de 2021. Na propaganda são retratados diversos preconceitos que alimentam o ódio, como o machismo, a gordofobia, a homofobia e o capacitismo. Em uma das cenas é possível visualizar um homem cadeirante que deixa de ser classificado para uma vaga de emprego  por ser deficiente e não “atender” aos padrões da empresa. Infelizmente, indiferente da propaganda, essa é a realidade de muitos brasileiros que ao não corresponderem aos padrões sociais acabam perdendo oportunidades em suas vidas.

Paralelamente a essa problemática, há a luta das pessoas com deficiência por representatividade, dado que um quarto dos brasileiros possui algum tipo de deficiência. Eliminando-se determinadas exceções, ainda é muito rara a aparição de pessoas deficientes em filmes, séries ou em cargos de alta posição. Porém, com a disseminação do acesso à internet e a luta dessa parcela por seus direitos, hoje já é possível encontrar influências digitais, como o “TikToker” Ivan Baron, que ensinam e esclarecem através das redes sociais questões relacionadas ao capacitismo à sociedade.

Diante do exposto, é importante que a legislação brasileira continue a romper as barreiras impostas pelo preconceito com a criação de movimentos sociais, como o setembro verde – mês dedicado a visibilidade social das pessoas com deficiência -, a fim de aterrar esta problemática. Já no que concerne ao âmbito educacional, as escolas devem auxiliar na formação de cidadãos mais empáticos. Desta forma, é importante que sejam ensinados e discutidos nas salas de aula os conceitos de inclusão, pois, assim como dito no quinto artigo da Constituição brasileira: somos todos iguais perante a lei.