Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 09/09/2021

O romance infantil “Extraordinário” conta a história baseada em fatos reais de Auggie Pulman, um garoto de 10 anos que nasceu com uma deficiência facial e precisou fazer 27 cirurgias. O enredo mostra os desafios enfrentados para que ele se encaixasse no ambiente escolar, onde era evidente o bullying e a discriminação sofrida pelo protagonista. Fora dos livros e telas de cinema, podemos relacionar essa história a um fato estrutural no Brasil: o capacitismo.

Uma sociedade capacitista é aquela que não enxerga uma pessoa com deficiência como uma pessoa normal, sendo um problema enraizado pelos próprios indivíduos, no qual constantemente os subestimam de suas capacidades, sendo vistos e tratados como inferiores. Desse modo o preconceito arraigado é um dos principais empecilhos a democracia e igualdade a todos, ferindo a Constituição Federal, Artigo 9.

Com base ao estigma da falta de capacidade das pessoas PCD realizarem plenamente as funções, empresas não procuram contratar esse público, fato que é destacado pelo Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2018, no qual informa que portadores de deficiência representam apenas 1% do total de carteiras assinadas no mercado formal. Evidenciando a falta de inclusão, embora que atualmente exista a lei de cotas para PCDS nas empresas.

Portanto, em primeiro lugar, é necessário que a sociedade pare de negligenciar essas pessoas e desenvolvam um olhar empático sem a soberania entre corpos para que possam acolhe-los e oferecer a inserção adequada que precisam. Além disso, é indispensável o papel do Ministério da Educação e do Trabalho investirem com verbas públicas na capacitação de profissionais para melhor adequação do público PCD em ambiente escolar e de trabalho, adaptando em conjunto a infraestrutura dessas instituições, assim cumprindo a Constituição Federal promovendo igualdade a todos.