Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 10/09/2021

O filme “Intocáveis” narra a história de Philippe, um homem tetraplégico, e Driss, seu cuidador, que o ajuda em sua busca por autonomia, liberdade e respeito. Na trama, Driss é contratado, e pela sua inocência e inexperiência com cadeirantes, trata Philippe com muita normalidade e sem piedade, partindo de conversas sem receios, até entrega de cigarros, ou mesmo, voos de asa delta, assim ilustrando como pessoas com deficiências não são apenas sobreviventes e incapazes, mas humanos, como qualquer um, que almejam a autossuficiência e uma vida com regojizo. Na atualidade, o combate ao capacitismo é uma questão desafiadora, mas com compreensão e empatia a sociedade brasileira estará pronta para acolher essas pessoas e enfrentar o problema.

Nesse sentido Paulo Freire disse “O conhecimento liberta”, assim para se libertar do preconceito aos deficientes, é necessário que as pessoas compreendam que, se um dia os deficientes foram silenciados e considerados incapazes, hoje, com o avanço da tecnologia, sabe-se que muitos deles mal precisam de ajuda de terceiros e que, na verdade, eles apenas querem ser incluídos na sociedade. Essa inclusão se estende desde a escola até a fase adulta no mercado de trabalho. Assim, é preciso dar voz e oportunidades a essas pessoas que tanto lutam pelo seu espaço no mundo.

Consequentemente a essa luta, não é difícil um portador de deficiência ser vítima de doenças como a depressão. Isso se deve à exclusão que começa na infância ao não poder brincar com outras crianças, ou ser vítima de “bullying”, e que perdura até a fase adulta quando não se consegue uma vaga de emprego.

Concluindo, como exposto, o capacitismo afeta drasticamente a vida das pessoas. Para resolver esse impasse, é necessária a criação de um projeto de lei, pelo Ministério da Saúde e o da Educação, entregue à Câmara dos deputados, no qual constará a obrigatoriedade de todas as escolas se adaptarem para comportarem as crianças com deficiência (com banheiros especiais, rampas, corrimões…). Juntamente com ações do governo para a conscientização das pessoas, em feiras culturais, programas televisivos abertos, rádios e outros, sobre o combate ao capacitismo, é esperado que a povo brasileiro, e principalmente as novas gerações, possam ser reeducados e que a inclusão de deficientes seja uma pauta cada vez menos necessária e mais normalizada.