Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 17/09/2021

No período da Idade Média, as pessoas com deficiências físicas e mentais eram consideradas como um castigo divino, na qual deveriam ser eliminadas da sociedade. Nesse contexto, atualmente, ainda é perceptível a persistência dessa visão preconceituosa contra esse público, o que impede a inclusão social e a liberdade de ir e vir. Nesse aspecto, é válido analisar os desafios para a superação desse preconceito que está aliado aos padrões sociais impostos aos portadores de necessidades especiais.       Em primeiro plano, é preciso combater os estigmas associados à incapacidade física e cognitivas dos deficientes. Isso porque os indivíduos, devido a um tipo de limitação, são marginalizados e sofrem constantes ataques psicológicos, o que corrobora para a restrição do exercício de cidadania dessa população. Tal fato se reflete na negligência dos direitos civis constados na constituição de 88, na qual ela garante o acesso igualitário dos portadores de deficiência as atividades sociais do cotidiano, sendo facultativa a adoção do processo. Dessa forma, é essencial que os setores de serviços gerais obedeçam a essa norma, para que se evite a discriminação e que haja o reconhecimento da capacidade intelectual dessa população.

Ademais, é importante também, que seja realizada a eliminação da hierarquização de habilidades entre os deficientes e indivíduos normais. Esse impasse é perceptível, por exemplo, em uma empresa que coloca funções diferentes aos funcionários de acordo com a sua aptidão na resolução de problemas, o que provoca uma hierarquia de poder dentro do ambiente de trabalho. Esse fenômeno dialoga com a teoria da “Microfísica do Poder”, do filosofo Michel Focault, na qual ele defende que há relações de poder coercitivo na sociedade, o que reforça a ideia de nação opressora. Diante disso, é indispensável que sejam criados métodos de fiscalização para combater essa problemática, objetivando a inclusão social e igualdade de direitos nas empresas.

Fica claro, portanto, a necessidade de reverter esse quadro mediante políticas públicas educativas e conscientizadoras. Cabe ao Ministério da Comunicação, em parceria com o Estado, a realização de palestras gratuitas nas comunidades e nos veículos midiáticos sobre a importância da valorização dos deficientes físicos e as formas de desconstruir os preconceitos, com o intuito de combater a marginalização social e o estigma do capacitismo contra esse público, para que eles tenham a conservação da sua integridade cidadã. Além disso, é preciso que o Ministério do Trabalho busque medidas eficazes que solucionem o impasse da hierarquização trabalhista, por meio da aplicação de multas aos empresários que inferiorizem os deficientes, a fim de que eles se tornem mais reconhecidos e o ambiente de trabalho seja mais igualitário.