Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 21/08/2024

O filme “A teoria de tudo” baseado na vida do físico Stephen Hawking, aborda os desafios enfrentados por ele no decorrer da evolução de uma doença que afeta seus movimentos. Fora da ficção, a realidade brasileira não é distante do que é representado, pois frequentemente é noticiado problemas vivenciados por pessoas portadoras de deficiência, desde ataques diretos, até a falta de infraestrutura necessária para que esses cidadãos acessem serviços e locais. No atual contexto social do Brasil é necessário que ponderemos sobre a mentalidade preconceituosa instaurada em nossa sociedade e em como isso afeta o enfrentamento do capacitismo.

Nesse sentido, a mentalidade preconceituosa que permeia a sociedade brasileira deve ser tratada como o cerne desse problema, e como essa mentalidade é gerada é fundamental para a resolução. Isso é desenvolvido desde os primeiros anos escolares, pois em muitas escolas, pessoas com deficiência são separadas das outras crianças com a ideia de que elas precisam de cuidados diferentes, porém essas crianças acabam sendo isoladas das outras logo no início do desenvolvimento social. O filosófo Sêneca nos diz “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”, isso fundamenta que crianças sem deficiência se tornam adultos preconceituosos, afinal não tiveram a interação e educação necessária para entenderem a vida do outro que possui deficiência.

Consequentemente, com esse distanciamento social é evidente a dificuldade de enfrentamento do capacistismo, pois dificilmente a empatia florescerá nesse tipo de ambiente. A falta de interação entre as partes, ocasiona a apatia para com as dores do outro, fortalecendo diversos estigmas associados a pessoas com deficiência. No clássico filme da DIsney “O corcunda de Notre Dame”, é reprentado todo esse contexto de distanciamento social, de até mesmo bestialização do personagem principal que possuia deficiência.

Portanto, o Ministério da educação deve reformular a abordagem educacional atual, incluindo pessoas com defiência nas salas de aula, sem isolá-las, para aumentar a interação e assim produzir cidadãos empaticos que entendem a fundamental necessidade de combate ao capacitismo na sociedade brasileira.