Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 15/09/2021

A Constituição Federal de 1988 – também conhecida como Constituição Cidadã –, garante, teoricamente, que nenhum indivíduo da sociedade brasileira sofrerá descriminação e violência. Nesse viés, ao observar-se o cenário brasileiro, no qual, os diversos desafios para o combate ao capacitismo têm se prolongado ao longo da história, fato causado pelo baixo investimento governamental e pela falta de conscientização da necessidade de combater o capacitismo. Depreende-se a urgência de analisarem-se tais fatores, a fim de compreender melhor essa problemática.

Em primeira análise, de acordo com Jonh Kenneth, economista norte-americano, nada estabelece limites tão rígidos à liberdade de uma pessoa quanto a falta de dinheiro. Desse modo, o baixo investimento governamental é um dos maiores fatores causadores dessa mazela. Em síntese, por desfecho, por não efetuarem campanhas, propagandas e as devidas punições aos agressores – devido ao diminuto valor monetário investido pelo Governo – o problema se vê, infelizmente, acentuado no Brasil.

Em segunda análise, o conceito de “homem-massa” – expressão utilizada pelo filósofo espanhol José Ortega y Gasset –, define o conformismo dos indivíduos para com as imposições exteriores. Dessa maneira, a falta de conscientização da importância de se enfrentar o capacitismo, nota-se agravada pela massífica aceitação do preconceito e da violência para com os deficientes.

Destarte, nota-se a necessidade de fazer as devidas intervenções para amenizar os diversos desafios ao combate do capacitismo. Dessa forma, o Ministério da Educação (MEC) – órgão que rege todas as questões do âmbito educacional nacional –, em conjuntura com o Ministério da Economia – instituto responsável pelas questões econômicas do Brasil –, deve organizar e efetuar campanhas para conscientizar à população brasileira – por meio de campanhas nos meios públicos – sobre a imprescindível necessidade de lutar contra a descriminação e a violência para com os descapacitados do meio nacional, a fim de garantir a segurança e a dignidade para todos os cidadãos. Dessa forma, finalmente irá se concretizar a ação da norma constitucional de 1988.