Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 19/09/2021

De acordo com o físico Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Sob esse viés, é notório salientar o quanto uma palavra ou atitude pode ofender um indivíduo, seja ele possuindo alguma deficiência ou não. Nesse sentido, ao observar esse impasse, sabe-se que ele está vinculado ao silenciamento e à insuficiência legislativa. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.

Em primeiro plano, é imperioso destacar as causas desta problemática. Nessa perspectiva, conforme o filósofo Foucault, - “Alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas” –, ou seja, há barreiras de exclusão ao deficiente físico que precisam ser colocadas em pauta para debater com o público. Além disso, há indivíduos que são vítimas de estigmas pela sociedade opressora, na qual excluem pessoas especiais de expor suas habilidades e talentos pessoais. Desse modo, são necessárias ações para mitigar a vigência dessa atividade.

Ademais, é fundamental à insuficiência legislativa como impulsionadora da adversidade no Brasil. Nesse cenário, segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, Tomas Jefferson, - “A aplicação das leis é mais importante que sua elaboração”, - ou seja, há uma preocupação maior em expor a lei ao invés de produzi-la de forma adequada para que atenda toda a demanda da população. Como também, não há visibilidade do corpo social deficitário na aprovação de projetos que busquem melhorias na sua inserção a comunidade, gerando, assim, desigualdade social em todos os âmbitos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – responsável por zelar do direito do cidadão – e o Ministério da Saúde – administra a saúde do indivíduo – ofereçam campanhas por meio de praças públicas para conscientizar a população sobre a necessidade de inclusão social de capacitados para quebrar os tabus impostos pelo corpo social. Outrossim, urge que disponibilizem recursos terapêuticos para entidades vítimas de intolerância, a fim de reduzir cicatrizes de restrição e impotência da população designada de “incapaz” por pessoas opressoras e ampliando o direito de transmitir pautas cruciais sobre a imprescindibilidade de haver a aceitação, principalmente, na esfera escolar. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais justa, desintegrando o estigma enraizado do preconceito, como afirma Einstein.