Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 25/09/2021
Conforme o artigo 5º da Constituição brasileira, todos são iguais perante a lei, o que não pode ser observado em meio ao capacitismo que presenciamos nos últimos tempos. Isso se dá principalmente pela ideia pejorativa com relação à pessoas com deficiência que a sociedade adquiriu, como se tais pessoas fossem inferiores a aquelas fisicamente “normais”. Pode-se concluir também nas passagens bíblicas ou textos antigos, que portadores de doenças físicas ou deficientes, eram vistos como sem utilidade, e acabavam perdendo a vida intencionalmente, sendo descartados.
Como dito acima, as pessoas que destoavam dos ideias de beleza ou aparência da época, eram tratadas como incapazes, quando se comparado ao restante da população, incapazes de trabalharem, de cursarem em uma universidade, terem relações com outras pessoas, entre outros fatores. Por exemplo, no século XIX, havia o que era chamado “show de aberrações”, sendo apresentações de pessoas com algum tipo de deficiência, com a principal finalidade de fazerem os outros rirem delas, e não com elas. Além de que a preocupação com tais pessoas portadoras, tenha começado recentemente no final do século XX, com a criação de movimentos de acolhimento e auxílio à elas.
Consoante a tais fatos, enquanto essas deficiências forem vistas pela sociedade como algo ruim, ainda irá haver o preconceito e o capacitismo, com os principais pensamentos de que essa pessoa vive uma vida ruim, e não pode realizar as mesmas ações de uma pessoa sem tais debilitações. E com essa violência verbal, juntamente com a falta da intervenção do governo para incentivar a inclusão social, as pessoas deficientes permanecerão na porção isolada da sociedade, sem oportunidades de estudo ou trabalho, de modo que isso irá fortalecer para a ideia de incapacidade, que essas pessoas são submetidas.
Diante disso, o Ministério da Educação, juntamente com instituições de ensino, deveriam promover programas de conscientização e intervenção social. Incluindo instruções aos professores em como eles deveriam lidar com pessoas portadoras de alguma deficiência, assim como a realização de atividades nas escolas de conscientização ao altruísmo e a coletividade. Desta forma, quebrando os paradigmas de passagens bíblicas e da época medieval, com o pensamento de que pessoas debilitadas, são inferiores à aqueles corporalmente “normais”; que são vistos como “normais” pelas sociedade.