Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 24/09/2021

Com o passar do tempo, houve um redimensionamento da visão com relação à deficiência, que deixou de ser tratada como uma questão moral para ser compreendida por uma abordagem médica. Isso implicou em diversas mudanças, tanto físicas quanto sociais, para que se torne possível a inclusão de pessoas portadoras de deficiência na sociedade. Entretanto, nem todas as pessoas compreendem as diferenças, levando ao preconceito, mais especificamente, ao capacitismo, o que não é aceitável e deve mudar.

De acordo com dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 e revistos em 2018, 6,7% da população brasileira têm algum tipo de deficiência, cerca de 14 milhões de brasileiros. Todavia, no cotidiano, não é difícil encontrar atitudes que reforçam a exclusão das pessoas com deficiência e passam despercebidos pela maioria.

Na animação japonesa, “A Voz do Silêncio”, é contada a história de Shouko, uma garota portadora da deficiência auditiva que sofre bullying na infância, levando-a a mudar de escola. Anos mais tarde, um dos praticantes do bullying resolve ir atrás de Shouko em busca de se redimir. Infelizmente, nem todas as pessoas reconhecem seus erros e, por isso, nunca mudam.

Portanto, essa realidade tem que mudar. O governo, juntamente do Ministério da Educação, deveria criar campanhas de conscientização sobre o capacitismo, ensinando as crianças e trazendo palestras sobre o problema. Como o preconceito se trata de uma questão individual, incentivar a busca pela tolerância por pessoas preconceituosas deve ser de grande ajuda ao fim do capacitismo.