Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/09/2021
Infelizmente, inúmeras pessoas com deficiência (PcD) já foram vistas ou chamadas de “aberração”, “incapacitada” e “coitada”. Deste modo, estas palavras retratam o preconceito chamado de capacitismo, o qual muitos deficientes são vítimas deste, pois este ao longo do tempo foi naturalizado pela sociedade. Portanto, em função da falta de inclusão e o preconceito enraizado tornaram-se barreiras que impendem o combate ao capacitismo.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar a falta de inclusão, pois, os deficientes, em geral, não são inclusos plenamente nas atividades sociais. Isso porque, o Estado e a sociedade não se importam em criar maneiras de inserir estes na educação e nas variadas atividades comuns da população, como ir ao cinema, trabalhar, ir a um show etc. De acordo com o IBGE, 24% da população brasileira possui alguma deficiência e somente cerca de 0,9% está inserida no mercado de trabalho. Dessa forma, a ausência de inclusão é um dos impasses que fazem parte da realidade destes.
Neste viés, o capacitismo é uma ideia no qual as PcDs são vistas de maneira preconceituosa. Assim, quando indivíduos veem estes realizando atividades ou superando “obstáculos” são vistos ou chamados de “heróis” e “inspiração”, como se não tivessem a capacidade de fazer estas ações. Além disso, são ditas perguntas e frases absurdas como, “eu tenho pena de você”, “como alguém com deficiência pode ser feliz?”, “só você é assim na sua família?”. Ademais, são descriminados pela forma corporal fora do padrão. No filme Extraordinário, retrata a história de August Pullman, um menino de 10 anos o qual nasceu com uma deformidade facial e regressa à escola e passa a receber olhares e comentários maldosos dos demais alunos, devido as marcas presentes em seu rosto, porém sua mãe ajuda-o a superar estas situações. Em suma, é necessário que o Governo tome uma conduta para solucionar tais barreiras.
Dessarte, é essencial que o Governo Brasileiro por meio de planejamentos e projetos, crie leis de inclusão de pessoas com deficiência, na política, nas escolas, no mercado de trabalho e demais atividades. Outrossim, é fundamental que seja obrigatório que todos os estabelecimentos, empresas, instituições de ensino e espaços públicos possuem adaptações para receber e atender as pessoas com necessidades especiais, como também, conscientizar a população sobre o que é e como evitar o capacitismo. Somente com tais ações a problemática será resolvida plenamente.