Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 25/09/2021
A série “The Good Doctor” apresenta a história de Shaun Murphy, um médico, que possui autismo. No enredo, está presente a crescente dificuldade em ser aceito pela equipe devido sua deficiência, bem como, pela crença de que ele não é capaz de exercer tal profissão. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pela série pode ser relacionada ao enfrentado pelo Brasil: o capacitismo, no qual consiste em ações e palavras que discriminem os deficientes consoante a que eles sejam incapazes. Com isso, é certo que o preconceito corrobora para o problema e se configura em um empecilho à democracia e igualdade de todos, ferindo a Constituição Federal do País.
A princípio, é imprescindível citar que, devido a muitos acreditarem que pessoas que possuem deficiência são incapazes, eles acabam sendo tratados de forma diferente. Associado a isso, é importante dizer que muitos que são portadores de algum tipo de limitação, acabam aprendendo a adaptar o estilo de vida dentro de suas limitações, o que ajuda muitos a viverem normalmente, como por exemplo cadeirantes ou cego que conseguem se locomover sem o auxílio de alguém. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem cerca de 45 milhões de pessoas com limitações no Brasil. Dessa forma, é importante alertar a população da importância de tratar os deficientes de forma mais igualitária, sem deixar de atender às suas necessidades especiais.
Outrossim, é fundamental salientar que os debilitados recebem constantes preconceitos e julgamentos no mundo contemporâneo. Em vista disso, o filme “Extraordinário” aborda a vivência do protagonista ,portador de uma deformação facial, no ambiente escolar, onde sofre bullying. Por conseguinte, infere-se que as intensas opressões prejudicam consideravelmente os desenvolvimentos social e psicológico dos deficientes. Em suma, a discriminação é um fator agravante à exclusão dos referidos.
Medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação e as instituições escolares, desenvolva projetos que tratem sobre a inclusão de pessoas com deficiência, por meio de rodas de conversa, palestras com psicólogos, médicos e jogos didáticos, os quais estimulem a interação entre os alunos com e sem limitações, visando desconstruir essa descriminação. Destarte, a realidade apresentada pela série ficará apenas na Ficção e a Constituição será cumprida.