Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 16/09/2021

No Brasil do inicío do século XX, os cidadãos com alguma deficiência eram considerados incapazes e enviados aos manicômios, onde eram tratados de maneira desumana. Todavia, mesmo décadas após a extinção desses estabelecimentos, o País ainda enfrenta desafios para combater o capacitismo e reconhecer a capacidade de pessoas com necessidades especiais. Dessarte, não só o preconceito, como também a inoperância estatal contribuem para o problema.

É importante ressaltar, em primeira análise, a influência do preconceito enraizado na sociedade. Sob essa óptica, durante a Segunda Guerra Mundial, o nazismo também condenou a morte pessoas com deficiência, tanto física quanto mental. Visto isso, o grave problema do capacitismo é uma herança negativa que perdura até os dias atuais na forma de um esteriótipo que limita os deficientes. Assim, é intolerável que essa visão deturpada se mantenha, porque afeta negativamente a população especial.

Outrossim, a ausência de ações governamentais potencializa a problemática. Nesse viés, segundo o filósofo Rousseau, o Estado descumpre o contrato com a sociedade quando não garante direitos sociais. Com isso, a discriminação de indivíduos deficientes é consequêcia da falta de políticas públicas que visem mitigar essa atitude retrógrada. Diante de tal contexto, é inadimissível que o problema perdure, porque o capacistismo exclui a população deficiente do convívio social.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas para a resolução dos impasses. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com os canais midiáticos, criar uma campanha nacional contra o capacitismo, com a criação de material audiovisual que explique os efeitos adversos desse comportamento, por meio de subsídios destinados ao custeamento dessa ação, com a finalidade de mitigar a prática de discriminação das pessoas com necessidades especiais. Logo, a herança negativa do Brasil do século XX será superada.