Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 24/09/2021

A questão do capacitismo nunca foi dada a devida importância, como Platão, no livro A República, e Aristóteles, no livro A Política, trataram do planejamento das cidades gregas indicando as pessoas nascidas “disformes” para a eliminação. A eliminação era por exposição, ou abandono ou, ainda, atiradas do aprisco de uma cadeia de montanhas chamada Taygetos, na Grécia. A partir disso, percebemos que desde os primórdios da sociedade,  pessoas com deficiência eram tratadas de formas diferentes e com preconceito. Por conseguinte, vemos a privação dos direitos humanos e a invisibilidade de tais pessoas.

No Artigo 1° da declaração universal dos direitos humanos, constata que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Entretanto, não é isso que está acontecendo em nossa sociedade. Por exemplo, na cidade de Itapetininga no município de São Paulo pessoas típicas estão usando as vagas para deficientes. Da mesma forma, aconteceu no filme Milagre na Cela 7 (2019), em que o personagem principal é julgado injustamente, apenas por ser alguém deficiente. Em virtude disso, vemos que há discriminação e desrespeito com pessoas atípicas, além de transgredir o espírito de irmandade.

No Brasil, há 17 milhões de pessoas com deficiência, apenas 28,3% delas em idade de trabalhar se posicionam na força de trabalho brasileira e quase 68% da população com deficiência não tem instrução educacional ou possui o ensino fundamental incompleto, de acordo com o levantamento do IBGE. Além desses dados,  deduzimos em nossa história, que desde a vida primitiva do homem, as pessoas atípicas eram consideradas um fardo para seu bando e muito frequentimente morriam por causa do ambiente desfavorável e muitas das tribos desfaziam desses indivíduos. A partir disso, compreendemos que desde essa época havia uma exclusão social e com o tempo esses indivíduos atípicos foram sendo esquecidos e deixados em segundo plano.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para combater o capacistismo. Ademais, é preciso que a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o ministério da educação e trabalho, tomem nota dos acontecimentos e deem mais suporte e visibilidade a pessoas com deficiência. Para isso, é necessário que esses orgãos governamentais administrem palestras e campanhas contra tal problemática, além de fornecer melhores condições de desenvolvimento estrutural acessíveis nas instituições escolares e trabalhistas, para que desta forma sejam estabelecidas e solucionadas as dificuldades apresentadas. A fim de diminuir esse tabu brasileiro.