Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 17/09/2021

Na antiguidade Clássica, os periécos foram pessoas com deficiência que eram sumetidos a exclusão da vida em comunidade pela família. Bem como na idade média, na qual esses indivíduos foram julagados pela igreja católica como doentes e imperfeitos. Apesar de passados os tempos, à ideia de que deficientes são “inábeis” e “defeituosos” segue sendo vista no atual cenário brasileiro, trazendo consigo o preconceito muitas vezes velado. Essa questão é impulsionada pela perpetuação de esteriótipos e carência da presença Estatal no assunto. Portanto, torna-se necessário a interferência a fim de resolver este problema.

Em primeiro lugar, é importante atribuir à sociedade uma parte da responsabilidade pela marginalização de PCDs. De acordo com o IBGE 2010, 6,7% dos brasileiros possui algum tipo de deficiência e, apesar disso, grande parcela das pessoas segue o conceito da corponormatividade, que se constitui no corpo perfeito, “normal”, reforçando a marginalição dos indivíduos com deficiência e o preconceito explicíto. Atitudes como olhar com pena, infantilizar, desdenhar de sua capacidade intelectual e ajudar sem precisão ou pedido é classificado como descriminação, muitas vezes já normalizada.

Ademas, a presença escassa do Estado no que envolva os PCDs contribuí para a reafirmação dessa discriminação. De acordo com o Agência Brasil, apenas 1% da população deficiente está inserida no mercado de trabalho, da mesma maneira que ocorre a falta de infraestruturas nas cidades, carência de informações acessíveis, insuficiência de incentivo a aprendizagem sobre às deficiências, bem como na educação da linguagem de sinais. Escolas, universidades, espaços público, ruas e calçadas  necessitam de adaptações para que tornem-se acessivas à todo tipo de pessoa.

Portanto, medidas devem ser tomadas. É de responsabilidade do Ministério da Educação promover a inclusão de jovens PCDs em atividades e dentro de sala de aula. Assim como o Ministério da Cidadania deve desenvolver atividades inclusivas. O Governo deve providenciar reformas nas quais possibilitem essa parcela da população de desfrutar de lugares públicos. É atribuída a mídia a importância de debater sobre deficientes, a fim de conseguir um alcance grande de pessoas.