Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/09/2021
O capacitismo é caracterizado pelo preconceito para com as pessoas que possuem alguma deficiência, fato que é muito prejudicial para esse grupo, uma vez que ele é comumente excluído da sociedade. Uma grande parte da população não tem consciência de como evitar essa prática e, devido a isso, colocam esse povo como especial, tentanto auxiliar-los mesmo sem solicitação de ajuda, o que ainda é caracterizado por esse conceito. A segregação dessa parcela do povo também acontece no Brasil, podendo ocorrer tanto em algumas regiões do país, por causa da falta de acessibilidade, quanto nos grupos sociais, visto que esses seres começam a ser definidos como inferiores ou incapazes.
Em primeiro plano, pode-se analisar que a infraestrutura brasileira não é muito desenvolvida e, por isso, apresenta adaptação para acesso aos deficientes apenas em poucas regiões, com foco nos centros urbanos e ignorando os subúrbios. De acordo com uma reportagem realizada pela Agência Brasil (portal de notícias que circula pelo país), os cadeirantes enfrentam várias dificuldades em seus trajetos diários, por exemplo a qualidade da calçada das ruas, a falta de acessibilidade em algumas instituições de ensino e a precariedade do atendimento dos ônibus para o transporte deles. A partir disso, percebe-se que diveras partes das cidades brasileiras não são de fácil acesso para essa parcela da população, nesse caso os cadeirantes, fato que amplia o capacitismo.
Em segundo plano, observa-se que o preconceito é muito frequente atualmente, inclusive para com os portadores de condições especiais e, devido a ele, muitas pessoas nessa situação são segregadas da sociedade e se tornam mais vulneráveis a doenças mentais, que agravam as suas deficiências. Segundo uma pesquisa feita pela ECOA (plataforma de jornalismo no Brasil), 34% dos 800 entrevistados já sofreram ou presenciaram preconceito contra pessoas com condições especiais no transporte público, enquanto que nos espaços comunitários esse índece foi de 31%. Com fundamento nisso, é possível perceber que uma porção considerável do povo discrimina esse grupo, aumentando a ocorrência do capacitismo.
Portanto, conclui-se que essa prática acontece com grande frequência no território brasileiro e também é muito prejudicial para a população, uma vez que exclue uma parte do povo, além de favorecer a ocorrência de enfermidades mentais. Para amenizar essa situação, urge ao governo, por meio do investimento de verba nestas áreas, tornar os estabelecimentos, as calçadas e os tranportes públicos mais acessíveis, a fim que os portadores de deficiências não se sintam despresados pela sociedade. Ademais, as mídias devem, por intermédio de propagandas, conscientizar as pessoas sobre as consequências desse preconceito, com o objetivo de reduzir a discriminação sofrida por esse grupo.