Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 24/09/2021

“Que linda! Nem parece que tem deficiência.” Com esta frase que muitos deficientes escutam, podemos notar como muitas vezes pessoas são capacitistas de forma não intencional. O termo que define a discriminação contra as pessoas com deficiência ainda é pouco conhecido pela maioria, mesmo que atinja quase um quarto da população brasileira (45,6 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE).  Logo, o debate a respeito dos desafios para o combate ao capacitismo no Brasil faz-se necessário, uma vez que este afeta a sociedade de modo geral.

Sob este viés, é indicado resgatar os valores sociais erroneamente atribuídos a pessoas com deficiência, pois muitas delas no passado ora eram rejeitados ora mereciam piedade; ora eram protegidos ou até mesmo supervalorizados; ora sacrificados ou ainda excluídos do convívio social. Dessa forma, pode-se compreender deste contexto que a sociedade relacionou deficiências com rejeição ou fragilidade, resultando em graves consequências, pois isso resultou em uma grande exclusão e rejeição.

Nós vivemos em uma sociedade extremamente exclusiva onde não ser “normal” te torna alvo de superproteção, rejeição, entre muitos outros. Por isto, além de ter que lidar com os impactos que eventuais limitações físicas ou psíquicas trazem para a rotina, o deficiente sofre com as consequências da falta de inclusão social. A falta de mobilidade urbana, por exemplo, tira o ânimo e abre espaço para raiva, culpa, angústia… Sentimentos que, se não controlados, aumentam o risco de doenças como depressão.

Dados os problemas, o governo oferece leis de proteção e de amparo para estas pessoas, mas muitas das vezes estas leis não são executadas. O governo deveria crias publicidades para que o público geral entendesse como agir em relação a pessoas com deficiência e assim ajudar a melhorar o grande preconceito que estas pessoas sofrem. As cidades do interior deveriam ser mais adaptadas pois muitas delas não há nem ao menos uma boa calçada para estas pessoas, além de direitos iguais no trabalho. Por fim cabe à sociedade civil sensibilizar-se e educarem-se para deixarem de serem capacitistas. Deste modo, poderemos alcançar um desenvolvimento saúdavel e duradouro.