Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 24/09/2021

O show de horrores era um espetáculo apresentado nos circos durante o século XIX. Nele eram exploradas atipicidades corporais humanas com fim de entretenimento. De mesma forma, no Brasil contemporâneo, o estigma a pessoas com deficiência, denominado capacitismo, é presente na sociedade e seu combate enfrenta desafios. Assim, são causas diretas para essa patologia o preconceito e a falta de inclusão. Logo, deve haver medidas paliativas que reduzam esse problema.

A princípio, é valido ressaltar que há em grande parcela despreza portadores de deficiência, compreendida por não haver conscientização da população, que mantém uma ótica capacitista. Dessa forma, é mantida uma repulsa àquele que não possuem um corpo típico. Analogamente, no livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, escrita por Machado de Assis, o pré julgamento de pessoas com deficiência é retratado numa passagem na qual define a referente “coxa” por ser manca. Enfim, percebe-se, ao saber que o autor participa do Realismo no Brasil, uma sociedade sem ética.

Consequentemente, seguinte ao preconceito, ocorre a exclusão e marginalização das pessoas atípicas. Porquanto, esse impasse advém da padronização de um corpo funcional, pois, ao representar a maioria, a minoria é esquecida e privada dos seus direitos, o que dificulta a acessibilidade. A exemplo, toma-se a infraestrutura acessível a pessoas portadoras de deficiência, a qual é quase inexistente em metrópoles, e, muito mais em áreas rurais. Então, nota-se o descaso com os portadores de deficiências, contrário ao bem-estar social.

Portanto, vistos os principais impasses para o combate ao capacitismo presente no Brasil, vê-se a essencialidade que esses sejam combatidos. Para isso, ONG’s, principais compositoras do Terceiro Setor, devem promover a conscientização da população sobre o tipo de preconceito a pessoas não típicas por meio da explicação desse estigma à população, seja mediante palestras seja mediante anúncios publicitários, a fim de mitigar essa repulsa e alcançar, assim, a conquista de direitos.