Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 22/09/2021

No filme estadunidense “Coringa”, o personagem principal, Arthur Fleck, sofre de uma deficiência mental que o faz ter episódios de riso exagerado e descontrolado em público, motivo pelo qual é frequentemente atacado nas ruas. Em consonância com a realidade a de Arthur, está um de muitos cidadãos, já que o estigma associado ao capacitismo na sociedade brasileira ainda configura um desafio a ser sanado. Isso ocorre, seja pela negligência governamental nesse âmbito, seja pela discriminação dessa classe por parcela da população verde-amarela. Dessa maneira, é imperioso que essa chaga social seja resolvida, um fim de que o longa norte-americano se torne apenas uma ficção.

Nessa perspectiva, acerca da lógica referente aos desafios para o combate ao capacitismo no Brasil, é válido retomar o aspecto supracitado quanto à omissão estatal nesse caso. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2019, 45 milhões de brasileiros relatados algum tipo de preconceito relacionado à deficiência. Isso acontece pela falta de investimentos governamentais para a distribuição das informações para a população.

Paralelamente ao descaso das esferas governamentais nessa questão, é fundamental o debate acerca da aversão ao grupo em pauta, uma vez que ambos representam impasses para uma socialização completa das pessoas deficientes. Esse preconceito se dá pelos errôneos “ideais” disseminados na sociedade. Entretanto, essas concepções segregam os pertencentes entre os “fortes” e os “fracos”, em que os fracos, geralmente, integram a classe em discussão, dado que não atingem os objetivos objetivos. Dessa maneira, essa celeuma urge ser solucionada, para que essa problemática seja revertida.

Portanto, são essenciais operantes para a reversão do capacitismo na sociedade brasileira. Para isso, compete ao MEC, investir na melhoria da educação para que os jovens aprendam a respeitar e saber como ajudar os deficientes. Ademais, palestras devem ser realizadas em espaços públicos sobre os malefícios das falsas concepções de “ideais” e da importância do acolhimento das pessoas com deficiências. Assim, os ideais inalcançáveis ​​não mais serão instrumentos segregadores e, finalmente, a situação de Fleck não mais representará dos brasileiros.