Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 24/09/2021

A exclusão dos deficientes físicos dos meios e das atividades sociais, assim como a falta de assistência na acessibilidade desses indivíduos, é uma problemática vigente desde a Era Medieval, na qual os deficientes eram rotulados de ‘possuídos pelo demônio’ e, por conseguinte queimados assim como as bruxas. Em prol dessa lógica, percebe-se, na sociedade brasileira, os estigmas associados a questão da inclusão dos deficientes físicos nos ambientes coletivos. Dessa forma, toma-se premente analisar os principais eixos supracitados dessa questão, visando minimizar os efeitos prejudiciais e injunstos vividos pelos deficientes.

Em consonância, constata-se, o paradigma da exclusão dos deficientes físicos dos meios e das atividades sociais como consequência da falta do efetivo conhecimento biológico, e a reafirmação de preceitos fictícios de que os deficientes não seriam capazes de fazer as próprias escolhas. Nesse sentido, o livro ‘Extraordinário’ escrito por R.J. Palacio, o qual o protagonista é impedido de frequentar a escola e, quando pôde sofreu com atitudes cruéis dos colegas de classe sobre a sua deficiência facial.Assim, em decorrência do desconhecimento civil há uma forte resistência, infelizmente, enraizada nos indivíduos quanto aos deficientes físicos. Desse modo, cabe a mídia a minimização dos problemas citados.

Outrossim, nota-se a falta de assistência em questão da acessibilidade em ambientes coletivos doas necessitado. Para exemplificar, a falta de pissos adequados para deficientes visuais, como a falta de fiscalização do transporte público quanto aos elevadores para usuários de cadeiramde rodas. Posto isso,de acordo com a matemática do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 42% das prefeituras do Brasil não tem acesso para deficientes, explicando a lógica supracitadamsobre a precáriariedade da mobilidade dos portadores de deficiência física. Logo, faz-se necessária a responsabilização governamental.

Portanto, urgem diligências à questão das deficiências fisicas na sociedade brasileira. Para isso, é substancial que o Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência(CONAD) em parceria com instituições escolares invista, consideravelmente, na promoção de palestras nas escolas, por meio de psicologos capacitados sobre a necessidade da inclusão dos deficientes físicos no meio coletivo assim como de todos os demais indivíduos, reforçando a teoria da igualdade, a fim de promover a conscientização desde a infância. Em reforço, compete ao setor midiatico e televisivo a disseminação de propagandas que paltem a igualdade e empatia de todos, com objetivo de quebrar preceitos fictícios e antiquadados. Só assim a sociedade será mais justa.