Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 24/09/2021

Myrtle Corbin, foi uma menina que, desde seus 14 anos de idade, era considerada uma aberração por ter uma deficiência física que a condicionava a ter uma perna a mais, gerando entretenimento para as pessoas no circo. Além de Myrtle, várias outras pessoas eram obrigadas a passar pela mesma situação pelo simples fato de não serem consideradas padrões. Este é um acontecimento de muitas anos atrás, todavia atualmente muitas pessoas passam por situações de preconceito e falta de visibilidade, sendo esses desafios para o combate ao capacitismo no Brasil.

Primeiramente, o preconceito é uma realidade vivida por milhões de pessoas diariamente, incluindo pessoas deficientes. Na série Atypical, do canal de streaming Netflix, Sam é o personagem principal e possui um grau de autismo. Em muitos momentos ele é julgado como incapaz de fazer algo ou como alguém de uma outra realidade, sendo completamente excluído e ridicularizado. Todos os dias o preconceito é presente na vida do Sam, e o mesmo acontece na vida real com deficientes físicos e mentais.

Em segundo lugar, a falta de representatividade de pessoas deficientes dificulta ainda mais a imersão e aceitação deles na sociedade. Em séries e filmes, os atores que interpretam pessoas com deficiência, raramente possuem alguma condição na vida real, o que passa a ideia, mais uma vez, de que eles são incapazes. Uma pesquisa realizada pela University of Southern California mostrou que nenhum dos 1,6% de personagens PCD (pessoa com deficiência) de filmes com maior bilheteria, foi interpretado por alguém com alguma condição.

Concluindo, as redes de televisão deveriam incluir mais pessoas deficientes em filmes, comerciais e propagandas. Isso seria feito com o objetivo de dar visibilidade para esses indivíduos, já que canais de televisão atingem inúmeras pessoas.