Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 25/09/2021
Na série “The Good Doctor”, é mostrada a vida do médico residente Shaun Murphy, o qual é constantemente diminuído por seus colegas de trabalho em razão de ser autista e agir diferente do padrão. Longe da ficção, é observada ,no contexto brasileiro, situações semelhantes com a obra, uma vez que diversas pessoas que possuem limitações corpóreas ou emocionais sofrem com preconceitos danosos cotidianamente. Nesse sentindo, entender acerca desse capacitismo que é reproduzido estruturalmente nas relações interpessoais, bem como ratificar os direitos inalienáveis inerentes à essa população vitimizada, torna-se imprescindível para mudanças.
Em decorrência disso, o “Positivismo”, corrente filosófica que prega a crença na linearidade do progresso civilizatório, embasou, durante o século XIX, pensamentos etnocêntricos que hipervalorizava o europeu como modelo ideal de vida em dentrimento da cultura dos povos autóctunes. Aludindo ao conceito da época, nota-se a formação de um padrão logistíco que imprime à populacão uma maneira estrita e inváriavel de vivência, de modo que pessoas com deficiências supostamente não conseguiriam atingir . Com efeito, esse grupo “inferior” tende a ser marginalizado e desrepeitado dentro da sociedade, fato que exige por transformação.
Ademais, a reafirmação dos direitos individuais infere-se como urgente. Consoante ao conceito “Cidadão de papel”, o jornalista Gilberto Dimeinsten indaga acerca da não materialização constitucional no coditiano de determinados grupos excluídos. Analogamente, quando o governo não estipula cotas em áreas políticas e laborais, ou não investe na socioeducação para minimização dessa estrutura preconceituosa, a lógica de Dimeinsten faz-se intriseca dentro da esfera nacional, visto que a inércia estatal estimula a manutenção desse modelo opressivo de sociabilidade. Com isso, a noção do capacitismo tende a ser perpetuado, modo esse que precisa ser combatido para a afirmação do bem-estar dessas minorias.
Portanto, medidas são fulcrais para a alteração dessa mazela com o fito de minimizar estruturas nada democráticas no contexto brasileiro. Destarte, o Ministério da Educação precisa promover campanhas socieducativas durante todo o ensino fundamental e médio. Isso pode ser feito mediante uma melhor distribuição de verbas entre a união, de modo que essas sejam usadas para a contratação de psicólogos da área docente. Dessa forma, por meio de debates acerca do preconceito contra o diferente, os jovens entenderão a base desse processo segregador e alimentarão um senso crítico empático sobre a importância do outro como humano. Nesse viés, profissionais como o médico Shaun, poderão ter seus direitos amparados pela mutualidade do respeito.