Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/09/2021

Na Grécia antiga, pessoas que nasciam com algum tipo de deficiência eram consideradas um castigo dos deuses, incluso até em uma de suas crenças na qual a deusa Hera joga seu filho Hefesto de um penhasco logo após seu nascimento, ao notar uma deformidade em seu rosto. Infelizmente, muitas pessoas ainda enxergam a deficiência com extremo preconceito muito bem enraizado na sociedade, abrindo completamente espaço para a pratica do Capacitismo.

Primeiramente, é de suma importância romper um estereótipo muito praticado por pessoas sem deficiência: menosprezar e subestimar a capacidade de pessoas com comorbidades. Regina Casé em ao ser questionada sobre os desafios de ter uma filha surda, deixa evidente a constância de pessoas que ao notarem a falta de audição de sua filha, deixam de se dirigir a moça e passam a falar com qualquer outra pessoa que esteja ao seu lado, como se a mulher em questão fosse incapaz de compreender ou se comunicar. Atualmente graças à internet, essas pessoas têm ganhado cada vez mais visibilidade, como é o caso da “Pequena Lo”, a TikToker anã que faz questão de mostrar em seus vídeos que sua condição não a impede de seguir seus sonhos.

Lamentavelmente, o Capacitismo é encontrado constantemente. No ano de 2021 aconteceu as Olimpíadas de Toquio 2020, que foi acompanhada na integra pelas pessoas que mostravam em suas redes sociais suas torcidas, os jogos. Já na Paraolimpíada o tratamento foi bem diferente. Era como se a população esquecesse que havia pessoas com deficiência fazendo coisas extraordinárias, sem o reconhecimento do seu próprio país. Igualmente, é necessário ressaltar as expressões capacititas no vocabulário diário da sociedade como, “se faz de retardado”, “você é cega(o)?”, entre outras que são disseminadas diariamente por crianças, jovens, adultos e idosos da forma mais natural possível.

Por fim, medidas devem ser tomadas para a resolução desses problemas. É dever do Ministério da Educação aderir a um programa STAC- Somos Todos Anti-Capacitistas, no qual estimularia a inclusão de alunos deficientes e a reeducação destes em expressões e ações Capacitistas mensalmente. Ainda, é papel do Governo em conjunto com a Mídia exibir em canais, rádios e rede sociais semanalmente propagandas contra o preconceito com essas pessoas e como ajuda-las a inclusão em sociedade.