Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 30/09/2021

O Nazismo Alemão teve como um dos seus principais ideais o Arianismo, o qual buscava a obtenção de uma raça pura. Ao passo disso, quaisquer indivíduos que apresentassem ameaças à ela eram exterminados, entre eles deficientes físicos e mentais. Nessa conjuntura, ainda que em menor escala, ideais capacitistas se fazem presentes no Brasil atual. Dessa maneira, a pequena participação política e a mentalidade social preconceituosa são os principais dificultadores do combate a esses ideais.

Sob esse prisma, a presença de poucos portadores de deficiência no cenário político nacional é um dificultador da problemática. Nesse sentido, Democracia é o regime governamental através do qual todos os cidadãos participam ativamente da política. Isso posto, em uma democracia representativa são eleitos representantes que devem advogar pelos interesses do povo. Dessa forma, a falta de representação no plenário demonstra a exclusão dos interesses deste grupo, colocando em xeque a democracia no país.

Outrossim, o entendimento comum e preconceituoso sobre o grupo torna difícil a solução do tema. Nessa conjuntura, o sociólogo Durkheim elaborou o conceito de Fato Social, que diz respeito a uma maneira coletiva de pensar e agir. Em vista disso, a sociedade, movida pela intolerância, discrimina e exclui as pessoas com deficiência(PCD’s). Assim, o capacitismo configura-se por preconceitos atrelados a costumes tradicionais.

Em suma, a falta de representantes políticos portadores de deficiência e os ideais preconceituosos se configuram como desafios para o combate ao capacitismo no Brasil. Portanto, faz-se necessário que o Governo Federal, maior instância do Poder Executivo, incentive a participação política de PCD’s através da criação de cotas nos órgãos de governo, proposta por uma Medida Provisória a ser aprovada pelos outros poderes, de modo a incluir esse grupo na política e assim, proporcionar a alteração gradual da cultura capacitista.