Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 30/09/2021
Os Jogos Paralímpicos são um evento esportivo mundial, no qual atletas com desabilidades participam da competição a fim de, principalmente, promover a inclusão social. No entanto, o preconceito e a discriminação contra essas pessoas ainda estão muito aparente na sociedade contemporânea. Diante disso, é crucial analisar o individualismo social e a negligência governamental como Brasil para fortalecer a capacitação.
Em uma primeira análise, é importante enfatizar que a atitude individualista da sociedade favorece a perpetuação de tais atitudes contra pessoas com deficiência. Segundo o psicanalista Lacan, a moralidade coletiva afeta diretamente o comportamento individual. Em suma, em um meio coletivo, no qual o interesse próprio é priorizado em detrimento do público, a banalização de atitudes egoístas torna-se comum. Desse modo, comportamentos discriminatórios contra pessoas com deficiência são normalizados nos grupos sociais, o que traz preconceito e exclusão para a comunidade. Portanto, o egocentrismo do indivíduo complementa o aumento dessa situação no Brasil.
Outrossim, é importante destacar que a inobservância estatal contribui para o aumento do capacitismo no Brasil. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, toda pessoa tem direito à saúde, educação e assistência social. No entanto, a falta de investimento do governo em fornecer instalações sem barreiras para pessoas com deficiência nas ruas e em locais públicos as privou desses direitos. Com isso, a exclusão dessa parcela da população tem aumentado, como exemplo, a locomoção de cadeirantes nas vias é um desafio diário, visto que há ainda muitas ruas que não possuem calçadas e rampas em bom estado para a fácil locomoção com a cadeira de rodas. Logo, a inatenção do Estado intensifica essa conjuntura brasileira.
Destarte, é notório que a sociedade e o Poder Público colaboram com o capacitismo no Brasil. Portanto, é necessário que a mídia use da sua capacidade de divulgação de informações para que, por meio de documentários, apresente os impactos de atitudes capacitistas na vida de indivíduos portadores de alguma deficiência, com a finalidade de mitigar atos discriminatórios no país. Além disso, o governo, como gestor dos interesses coletivos, precisa urgentemente garantir que as instalações e a infraestrutura viária atendam a todos por meio de investimentos públicos, a fim de reduzir a exclusão de cadeirantes e outros deficientes. Dessa forma, a inclusão social, demasiadamente promovida pelos Jogos Paraolímpicos, será vista em todos os setores da coletividade.