Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 01/10/2021
Na Grécia antiga, mais especificamente na cidade estado de Esparta, a cultura do corpo perfeito era hipervalorizada. Dessa forma, deficiências físicas eram tratadas com preconceito, por isso, indivíduos nascidos com mobilidade reduzida eram mortos pelos próprios pais logo após o nascimento. Assim como em Esparta, no Brasil muitas pessoas sofrem descriminação e são tratados como não capacitados para diversas áreas da sociedade. Tal problemática provoca a falta de representatividade e doenças mentais nos indivíduos.
A priori, a constante depreciação dos indivíduos por suas deficiências pode causar diversas doenças mentais. O físico Steafen Halk, após descobrir que possuia uma doença genética rara, onde aos poucos perderia suas funções motoras, entrou em uma profunda depressão. Por causa disso, ele passou a acreditar não ser mais capaz de exercer fisíca, profição desejada por ele durante toda a vida. Sob essa óptica, muitas pessoas por acreditarem não serem capazes de seguirem seus sonhos graças as suas deficiências, desenvolvendo inseguranças, transtornos mentais, depressão e ansiedade.
A posteriori, no seriado televisivo O Bom Doutor, o personagem principal possui uma deficiência mental o tornando um individuo único. Graças a isso, a série se destaca, pois mostra um deficiente na profissão de médico, chocando o telespectador. Nesse viés, a falta de representatividade dessas pessoas alimenta o ciclo vicioso de preconceito entre individuos com mobilidade reduzida se sentirem incapazes de realizar trabalhos distintos pela falta de profissionais deficientes nessas respectivas áreas. Pontando, para que a falta de representatividade e o aumento nos riscos de desenvolvimento de doenças mentais em deficientes sejam resolvidas, é preciso que medidas sejam tomadas. Para esse fim, é dever do Ministério da Saúde criar e promover campanhas de apoio a pessoas portadoras de deficiências, por meio de consultas psicológicas individuais e em grupo, a fim da prevenção das diversas doenças mentais que podem afetar a todos, que caso não tratadas, acabam gerando gastos exorbitantes para o Estado. Ademais, é dever da mídia como um todo incentivar a criação de personagens, séries, reportagens e documentários sobre a vida de pessoas com necessidades especiais, no intuito de tornar esse assunto um alvo de discussão e problematização.