Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 01/10/2021
No desenho “Avatar a Lenda de Aang”, uma das personagens é cega e tem seu valor e capacidades menosprezados pelos pais, por conta disso ela tem sua liberdade cerseada, é vigiada e mantida sob cuidados. Apesar disso, ela consegue fugir da família e ao longo da história demonstra ter dons e ser capaz como qualquer outra pessoa, além de ter conquistado o respeito de todos. Entretanto, na nossa realidade o capacitismo ainda é muito presente devido a uma falta de empatia e de representatividade.
Sob esse prisma, o filme “A Teoria de Tudo” conta sobre um dos maiores astrofísicos que já existiu, Stephen Halking, que sofria de uma Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença debilitante mas que não o impediu de continuar vivendo e estudando. Sua história prova que não se pode ter preconceito sobre as pessoas por mais afetadas que sejam. Ainda assim, são poucos os filmes que dão espaço para os deficientes e o estigma se sobrepõe no dia a dia.
Ademais, a falta de empatia para com os indivíduos especiais é muito grande, pode-se perceber isso através do que é externalizado no Brasil como a falta de rampas nos estabelecimentos, e de adaptações nas ruas e calçadas. Embora haja a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, “Estatuto da Pessoa com Deficiencia”, para uma melhor inclusão dos portadores de necessidades especiais nas cidades, a maior parte dela é rejeitada e desestimula a participação dessas pessoas na sociedade.
Afinal, para que exista cooperação social e melhor combate ao capacitismo, é preciso que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Cidadania, administrem palestras e campanhas contra tal problemática. Afim de normalizar as diferenças e conscientizar a população de forma ampla. Além de fornecer investir mais em estruturas nas escolas e outros locais públicos para esses cidadãos, a mídia pode ajudar agregando informações e disseminando-as , podendo assim, incluir esse grupo e permitir sua participação social.