Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 03/10/2021
Na Antiguidade Clássica, as pessoas que nasciam com deficiência eram excluídas da sociedade ou até mesmo sacrificadas por não serem capazes de guerrear por seu país. Na contemporaneidade, podemos analisar que o desafio para o combate ao capacitismo ainda é um assunto muito pertinente. Nesse contexto, deve-se analisar os fatores que favorecem esse quadro, como a falta de qualidade de educação e negligência governamental.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que atos discriminatórios contra pessoas com deficiência estão relacionados com a ausência de políticas educacionais. De acordo com Paulo Freire, a educação sozinha não transforma, mas sem ela tampouco a sociedade muda. Dessa forma, é inerente a necessidade da qualidade de ensino nas escolas sobre o capacitismo, para que ocorra a superação de preconceitos com esses indivíduos, permitindo assim a integração deles na sociedade.
Ademais, é fundamental apontar a negligência do Estado como impulsionador da dificuldade do combate ao capacitismo no Brasil. Desde a Constituição federal de 1988, foram atribuídos deveres mais básicos do Estado como transporte acessível, educação especializada e proteção. Diante tal exposto, pode se analisar que tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática e pessoas com deficiência precisam lutar todos os dias para assegurar seus direitos e para que a lei seja cumprida. Demonstrando assim, que o governo não garante efetivamente os direitos desses indivíduos.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação junto com o Estado por intermédio das escolas e mídia realize palestras e campanhas de ensino sobre o combate ao capacitismo, disponibilizando em diversas plataformas de rede sociais para alcançar mais pessoas a fim de conceder um conhecimento mais amplo sobre pessoas com deficiência. Somente assim se consolidará uma sociedade mais igualitária e sem preconceitos.