Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 07/10/2021
O filme “O Rei do Show” de Hugh Jackman retrata o drama da criação de um circo baseado na exploração e na coação de pessoas deficientes, a qual, consistia no entretenimento popular da época. Fora da ficção, esse fato ainda é visto no cotidiano da sociedade brasileira, o que leva a debater sobre os desafios relevantes do combate ao capacitismo no Brasil. Desse modo, torna-se premente análise os motivos da problemática: os estigmas mentais fomentando uma óptica ilusória ao deficiente e a violência, adjunto de atos banais, comumente visto na sociedade, sobre os incapazes.
Em primeira análise, uma construção mental de primeira instância direcionada as pessoas portadoras de deficiência é acompanhada de um padrão, sustentada e impulsionada, pela discriminação banal da sociedade. A respeito disso, é visto saliente, que a construção educativa dada ao indivíduo é de suma importância para a apreensão de mundo. Comprovando esse fato, o filósofo Imannuel Kant explicita que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Dessa forma, a ignorância e a negligência educacional na construção de valores direcionado ao deficiente, culmina para o desrespeito e para a “Cegueira Moral” diante de uma realidade excludente e preconceituosa sofrida pelos portadores.
Outrossim, o desafio alicerçado na banalidade da violência moral e física, constitui em um propagador para a continuação do medo e insegurança constitutivos da vida de um deficiente. Visto na exclusão da participação dos deficientes no meio público, como trabalho e instituições de ensino, a verificação de atos violentos morais e físicos, como um dos motivos para esse fato. Na obra do sociólogo Georg Simmel “The metropolis and Mental life” - A “Atitude Blasé” consiste no indivíduo que age com indiferença a situação que exige a sua atenção. Desse modo, notoriamente, vemos um deficiente sendo alvo da violência preconceituosa, a qual, as mazelas desse ato é transcendental aos aspectos físicos, em que sequelas, como tristeza, ansiedade e depressão, surgida pela “incapacidade” e o padrão estético “deturpado”, certifica a gravidade temática.
Urge, portanto que medidas sejam tomadas a fim de combater a problemática. Dessa forma, cabe ao Corpo docente das escolas - responsáveis pela construção moral dos seus alunos - incentivar ações de amabilidade com o portador de uma deficiência para os educandos. Isso pode ser feito por meio de visitas aos Centros de apoios, a fim desconstruir a ótica ilusória dada a situação do deficiente. Ademais, o Ministério da Justiça - responsável pela aplicação de leis e do seu cumprimento - deve aplicar normas que combatem a violência ao deficiente nas regiões públicas, além de inserir canais de denunciação via internet, a fim de aumentar a acessibilidade e o canal de denúncia de um incapaz. Desse modo, atenuarse-á, em médio e longo prazo, a diminuição da temática.