Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 11/10/2021

De acordo com o 5 artigo da Constituição Federeal, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. No entanto, pessoas com deficiência no Brasil continuam vítimas do capacitismo, problema esse agravado pela invisibilidade desses indivíduos e a ineficiência do Estado brasileiro no processo de inclusão dessa parcela da população.

Nesse cenário, é indiscutível a invisibilidade de pessoas com deficiência como entrave para o combate ao capacitismo. Desse modo, é necessário um debate sobre a inclusão dessas pessoas desde a infância, nas escolas, como forma de representar essa parte marginalizada e normalizar o tema para os demais alunos, pois, conforme o educador Paulo Freire, a escola - além de transmitir conhecimento técnico-científico- serve também como fomento para habilidades socioemocionais, como respeito e empatia.

Ademais, o governo é falho na inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. De acordo com Thomas Hobbes, filósofo contratualista, o Estado, ao privar os cidadãos de certa liberdade, tem como dever a garantia dos direitos básicos à população. Não obstante, pessoas dificientes continuam com  seus direitos básicos violados, seja por conta da falta de estrutura para atender às suas demandas individuais, seja pela discriminação vivenciada por suas condições específicas.

É notório, portanto, que a invisibilidade vivida por pessoas com necessidades especiais e a infeciência estatal são desafios para o combate ao capacitismo no Brasil. Nesse sentido, é dever do Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, a criação de aulas nas escolas que debatam acerca da diversidade de corpos e desmitifiquem preconceitos que são vinculados aos deficientes, afim de incluí-los em todas as esferas da sociedade. Assim, todos serão iguais não somente perante a lei.