Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/10/2021

Na série norte-americana “The good doctor”, um médico recém-formado com Síndrome de Savant começa a trabalhar em um hospital onde seus colegas de trabalho não acreditam que ele tem “condições” de exercer a medicina. Sob esse viés, nota-se os desafios para combater o capacitismo no Brasil. Nesse sentido, torna-se considerável debater sobre como lidam com estudantes que tem deficiência nos espaços educacionais e os obstáculos que eles enfrentam na tentativa de ingressarem no mercado trabalhista.

De maneira inicial, faz-se necessário que todos os ambientes estudantis aprendam a lidar com alunos que possuem alguma deficiência, de forma não exclusiva. Uma promulgação lançada pela ONU em 1994, defende a educação inclusiva para crianças com necessidades especiais, visto que antigamente a estrutura educacional dividia o ensino entre crianças consideradas “normais” e as com necessidades especiais. Nessa perspectiva, o ensinamento inclusivo forma pessoas não negacionistas e discriminantes, dado que uma estrutura social segregacionista resulta em uma sociedade preconceituosa e capacitista.

De forma adicional, vê-se as dificuldades enfrentadas por este grupo ao procurarem emprego. Segundo o presidente do Conselho Nacional dos Direitos de Pessoas Portadoras de Deficiência Física, dentre os problemas mais enfrentados por eles está: o preconceito dos colegas de trabalho, o déficit na acessibilidade para cadeirantes e o impasse na comunicação com surdos e mudos. Sob essa ótica, a objeção na contratação de cidadãos portadores de deficiência e a negligência à transitabilidade é um empecilho para o regresso do capacitismo.

Portanto, cabe ao Governo Federal-como responsável pelo bem-estar social- promover reformas estruturais na educação de crianças e adolescentes, como a inserção de aulas opcionais de libras na grade curricular e fornecer melhoras na questão da acessibilidade nas empresas, espaços públicos e outros locais de trabalho. Além disso, é importante inserir nos ambientes profissionais, informações para conscientização sobre capacitismo, por meio do ministério da educação e ministério do trabalho. Dessa forma, poderá haver melhora na qualidade de vida dos portadores de necessidades especiais e resultar em um corpo social não capacitista.