Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 18/10/2021

Durante a Segunda Guerra Mundial, as pessoas que possuíssem algum tipo de deficiência eram mortas pelo regime cruel nazista, pois elas eram consideradas seres inferiores e incapazes, por esse regime. Atualmente, essa visão errônea se perpetua, na sociedade brasileira, por meio do capacitismo. Isso deve, ao histórico preconceituoso do país com o diferente e a não inclusão dessa minoria marginalizada.

Sob esse viés, é importante ressaltar a conjuntura preconceituosa do Brasil. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, “habitus” seria o conjunto de ações e percepções de uma sociedade. Nessa esteira, infelizmente, o preconceito e a inferiorização de qualquer ser diferente do “padrão” está imerso no “habitus” do cidadão brasileiro. Como analisado, no período colonial do país, no qual os europeus consideravam os nativos, por não  se encaixarem no padrão da Europa, seres incapazes e insignificantes. Logo, nota-se que há um obstáculo histórico, enraizado na cultura da sociedade, a ser combatido, a fim de mitigar o perverso capacitismo.

Ademais, o panorama supracitado é atrelado ao descumprimento da Carta Magna. Nessa conjuntura, devido ao capacitismo, o qual é fomentado pela conjuntura social perversa, não há uma grande e efetiva inclusão dos deficientes. Isso porque, essa minoria é considerada não apta ao trabalho ou a escola. Dessa forma, ações inclusivas, como a da Caixa Econômica Federal -a qual abriu seu concurso, para trabalhar no banco, para pessoas com alguma deficiência- são esporádicas. Entretanto, esse panorama nefasto, vai de encontro à Constituição Federal de 1988, a qual garante a educação e o ofício como um direito de todos os indivíduos.

Portando, com o objetivo de acabar com o capacitismo da conjuntura social brasileira, o Ministério da Educação deve combater a ideia errônea de submissão dos indivíduos que possuem alguma deficiência. Isso deve ser feito, por meio de aulas- aplicada, especialmente, por professores de sociologia, portadores deficiências-, as quais devem mostrar, por meio de relatose palestras desse professores, que todos são capazes de realizar atividade físicas ou mentais, portanto, não há hierarquias entre os seres. Ademais, cabe ao Estado diminuir a taxação de impostos em empresas que promovam a inclusão, assim com a Caixa Econômica Federal, a fim de estimular essas atitudes. Desse modo, a realidade, do Brasil, não seria um reflexo do perverso regime nazista.