Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 21/10/2021

A definição de “capacitismo” consiste na forma de discriminação ou violência praticadas contra as pessoas com deficiência, mediante o tratamento delas como incapazes de realizar atividades cotidianas. Nesse sentido, evidencia-se a urgência por medidas que visem o combate ao capacitismo em questão no Brasil, o qual apresenta desafios, como a perpetuação dessa estrutura social preconceituosa e a passividade do Estado brasileiro na resolução da problemática. Posto isso, é cabível debater os impactos negativos da temática abordada, com o objetivo de propor ações governamentais de enfrentamento ao problema.

À luz dessa perspectiva, destaca-se a manutenção da prática discriminatória contra aos cidadãos portadores de deficiências como uma barreira a superação dessa problemática. Isso porque, consoante ao sociólogo francês Pierre Bourdieu, a dinâmica social se caracteriza pela internalização e reprodução dos hábitos culturais, incluindo os preconceitos sociais. Dentro desse prisma, salienta-se a supressão do capacitismo na sociedade brasileira como fundamental para o embate ao capacitismo, à medida que impede a perpetuação dessa ação discriminativa e, dessa forma, possibilita o íntegro convívio social desses cidadãos. Sendo assim, corrobora-se a emergência por medidas estatais com a finalidade de impedir a perduração da atitude capacitista em território nacional.

Entretanto, ressalta-se que a carência por iniciativas do Estado brasileiro que objetivem o enfrentamento dessa problemática social representa um empecilho ao solucionamento dela. Sob esse viés, aponta-se a banalização das pautas sociais pelo governo de Jair Bolsonaro como crucial a instauração desse cenário, pois é dever do Poder Executivo, por intermédio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o fomento de deliberações que visem o combate aos problemas sociais, como o capacitismo. Nessa linha de pensamento, denota-se o posicionamento do governo federal como um desafio ao enfretamento desse imbróglio nacional, sendo, portanto, necessárias ações que possam reverter o panorama apresentado. Desse maneira, atesta-se a mudança de posição do chefe da União Federal como imprescindível a supressão desse problema.

Em vista do exposto, é mister que o Estado promova ações governamentais de combate ao capacitismo. Logo, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos elucidar os cidadãos brasileiros sobre a questão dos portadores de deficiência, por meio de campanhas publicitárias – as quais deverão possuir caráter apelativo, com o intuito de atrair a atenção dos receptores da mensagem –, com o fito de impedir a perpetuação da discriminação desses indivíduos e, assim, reverter o cenário de banalização dessa pauta social.