Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 22/10/2021

No século XX, adeptos do nazismo alemão exterminaram inúmeros deficientes, por conta do preconceito contra eles. Na atual realidade brasileira, apesar de não haver extermínio deles, existe um grande preconceito e até mesmo violência contra os deficientes, denominado capacitismo. Os principais desafios para combatê-lo está na falta de ensinamento nas escolas sobre o assunto e falta de políticas públicas. Dessa forma, é necessária a redução desse grave problema.

Primeiramente, é importante destacar que o capacitismo tem a falta de conhecimento como uma de suas gêneses. De acordo com o sociólogo Émille Durkheim, a escola é um dos principais ambientes de aprendizado, nessa perspectiva, ela torna-se um importante instrumento de ensinar as pessoas sobre diversos assuntos, dentre eles, o capacitismo. Contudo, as escolas brasileiras não possuem um ensino a cerca desse tema, dificultando a discussão sobre ele e, consequentemente, o entendimento de que os deficientes podem realizar diversas atividades consideradas normais, apesar de possuírem algum tipo de limitação. Desse modo, verifica-se como o local escolar contribue para esse impasse.

Segundamente, vale ressaltar que falta ações governamentais para atenuar essa discriminação. O Estado não oferece efetivamente maneiras que visem melhorar a qualidade de vida dos deficientes, entre eles está o não compromisso em respeitar a acessibilidade deles, como a presença de obstáculos. Segundo o site Agência Brasil, os cadeirantes - deficientes físicos - têm dificuldade em se locomover, por conta de empecilhos nas rampas de acesso. Além disso, há poucas universidades públicas com estrutura intelectual para receceber os deficientes - apesar de haver cotas destinadas a eles -, isso pode ser comprovada pela grade de ensino distribuída pelo Ministério da Educação, em que não há profissionais capacitados para ensinar os deficientes. Dessa maneira, é evidente que falta de ação estatal intensifica o problema.

Depreende-se, portanto, medidas que visem mitigar os obstáculos para combater o capacitismo no Brasil. Em primeira análise, o Ministério da Educação deve incentivar o ensino que aspire o respeito aos deficientes, mediante palestras com profissionais do assunto e com próprias pessoas com dificiência - para mostrar que são capazes de fazer coisas consideradas normais -, a fim de que as pessoas possam aprender desde cedo a respeitar os deficientes. Ademais, as Secretarias de Infraestrutura juntamente com as Secretarias de Educação promovam maior acessibilidade aos portadores de deficiência, seja pela eliminação de barreiras físicas ou pela adoção de profissionais capacitados para ensiná-los nos ambientes públicos. Logo, além de minimizar o impasse, evitará a continuação do preconceito e até mesmo da violência contra os deficientes, como ocorreu na Alemanha Nazista.