Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 26/10/2021

Historicamente, o regime Nazista instituído pelo alemão Adolf Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial, foi responsável pelo maior genocídio existente, porque utilizava de ideais preconceituosos para definir se ocorreria a manutenção ou não da vida de milheres de indivíduos. Assim, a atitude realizada referia-se a raça, sexualidade, deficiência física e mental. Logo, todos que possuíssem alguma característica vista como inferior, aos parâmetros da Alemanha, deveriam ser mortos pelo regime, de modo à proporcionar a reprodução de uma única “raça pura”. Desse modo, os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil refletem o preconceito e o ideal de “perfeição” corporal da contemporaneidade.

A princípio, o fator que estimula o preconceito social é o Etnocentrismo, isto é o ideal de que determinado conjunto cultural, ideológico e físico de um grupo é superior a outro. Portanto, esse processo, existente na sociedade brasileira, dificulta o combate ao capacitismo, pois existe a falsa noção de que indivíduos possuidores de algum tipo de deficiência não conseguirão realizar as mesmas funções nos âmbitos trabalhista e social, ou seja, torna-se comum a inexistência de indivíduos com deficiência possuidores de cargos importantes nas grandes empresas, comércio e política.

Nesse sentido, outro aspecto que dificulta o combate ao capacitismo refere-se ao mecanismo de dominação, realizado pelas mídias sociais, dada pela “Industria Cultural”, nomeada pelos sociólogos Max Horkheimer e Theodor Adorno. Esse fato caracteriza-se como o processo em que as redes de comunicação -televisão, computadores e celulares- associam-se as preferências da maioria e as tornam mercadoria. Por conseguinte, diversos produtos/ serviços oferecidos, com o intuito de atingir o maior lucro possível as empresas, buscam produzir de forma padronizada resultando no favorecimento do acesso de um grupo de indivíduos -brancos, ricos, magros e sem deficiências- a mais ambientes empresariais, moda, economia e ensino.

Em resumo, para acabar com os desafios relacionados ao combate ao capacitismo no Brasil é imperioso que o Ministério da Educação realize palestras mensais nas escolas públicas, com o auxílio de profissionais, como professores de história, filosofia e sociologia das Universidades públicas de cada região. Essa ação deverá ser realizada a partir de momentos de reflexão dos alunos unidos aos intelectuais, devido ao aumento da carga horária escolar nas disciplinas de ciências humanas, a fim de que compreendam os motivos das diversas exclusões sociais -Nazismo, Etnocentrismo e Indústria Cultural. Por fim, somente com a efetivação de uma educação de qualidade, para os jovens, será possível o combate ao preconceito e ao ideal de “perfeição” corporal existente nos adultos, futuros trabalhadores, que poderão transformar a realidade do capacitismo em inclusão social.