Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2021

A sociedade brasileira não se mostra preparada para compreender e integrar as pessoas com deficiência. Por exemplo, o presidente Jair Bolsonaro assinou a Política Nacional de Educação Especial (PNEE), um projeto que, em síntese, visa a criação de escolas específicas para os estudantes deficientes. Porém, o corpo civil reagiu à proposta, fazendo com que a mesma fosse revogada pelo Supremo Tribunal Federal. Assim, fica evidente que a luta para alcançar a inclusão social ainda persiste. No entanto, a atitude capacitista enraizada na sociedade segrega as pessoas de acordo com uma hierarquia social, dificultando o êxito da inclusão.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que o capacitismo acompanha as civilizações ocidentais desde os primórdios. Na Grécia Antiga, em Esparta, os recém nascidos com algum tipo de deficiêcia eram abandonados, pois considerava-se que eles não estavam aptos a integrar a sociedade. Na contemporaneidade, a exclusão das pessoas com necessidades especiais ainda é um fato. Estes, muitas vezes, não integram a comunidade por conta das inúmeras dificuldades, como a falta de acessibilidade, por exemplo. Então, observa-se que é necessário uma reeducação do pensamento comum, além de intervenções por parte do Governo Federal a fim de garantir o abraçamento de todos no corpo social.

Por conseguinte, urge refletir sobre a estratificação social que os homens estabelecem. Para isso, muitos sociólogos se debruçam nessa problemática. Entre eles, Max Weber, que pontua: a hierarquização é um fenômeno cultural. Assim, infelizmente, a sociedade reproduz um comportamento geral baseado no capacitismo, onde as pessoas com deficiência são vistas como incapazes de realizar atividades comuns, como a inserção no mercado de trabalho, ou no ambiente escolar. Dessa maneira, veem-se na base da pirâmide social, impedidos de gozar dos direitos básicos do cidadão.

Portanto, observa-se que a exclusão do corpo social cristaliza a prática capacitista. Sendo assim, a reflexão é que, na cerne da questão, está a dinâmica social pautada no preconceito. Então, por consequência, é necessário que o poder Executivo aja a fim de mitigar os males dessa problemática. Para isso, deve-se investir na educação das futuras gerações, para que o comportamento segregador não seja perpetuado. Desse modo, o investimento na educação deve abranger as problemáticas abordadas. Por meio da leitura, com a distribuição em massa de material didático adequado, os estudantes podem ter contato com outras formas de ver o mundo e, assim, uma geração mais empática será alicerçada.