Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 28/10/2021
A Constituição Cidadã, promulgada em 1988, prevê, em seu artigo 5º, o direito à igualdade, sem qualquer distinção, como inerente a todo brasileiro. Contudo, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa o capacitismo, que é o preconceito e a discriminação contra pessoas portadoras de algum tipo de deficiência. Essa conjuntura tem como fomento o ideal de estereótipo imposto pela sociedade e a má formação socioeducacional.
A priori, é imperioso ressaltar que o estereótipo imposto pela sociedade corrobora com esse cenário. No século 19, era comum os “show de aberrações”, os deficientes eram usados para entreterem a plateia e eram motivos de risadas apenas por suas diferenças. Felizmente, esse feira de horrores ficou no passado. No entanto, alguns traços dessa mazela ainda se fazem presentes na atualidade, quando se observa que muitos deficientes são vítimas de discriminação. Então, isso demonstra a negligência da sociedade contemporânea em relação aos valores sociais e a fragilidade dos vínculos humanos.
Outrossim, é importante evidenciar que uma das principais causas do capacitismo na sociedade brasileira é a insciência da população em relação aos deficientes. Consoante ao filósofo Immanuel Kant, o homem é tudo aquilo que a educação faz dele. Nessa óptica, se há um problema social, há como base uma lacuna social. Dessa forma, inúmeras pessoas, por falta de conhecimento, consideram os deficientes como incapazes, insuficientes e inferiores, isso culmina na marginalização desses, no aumento do preconceito e da discriminação. Dessa forma, a educação possui uma importante função na erradicação dessa chaga social.
Em suma, é evidente o quanto esse tema é uma mazela que precisa ser vencida. Logo, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Cidadania devem, por meio de verbas oriundas do Tesouro Nacional, criar campanhas publicitárias educacionais, divulgadas em redes sociais e propagandas de TV, a respeito da necessidade do tratamento isonômico, além de integrar os deficientes nessas propagandas, a fim de eliminar o capacitismo da sociedade. Assim, o país alcançará o direito proposto no artigo 5º da Constituição Federal.