Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/10/2021

A Constituição Cidadã, promulgada em 1988, prevê, em seu artigo 5º, o direito à igualdade, sem qualquer distinção, como inerente a todo brasileiro. Contudo, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa o capacitismo, que é a discriminação contra pessoas portadoras de algum tipo de deficiência. Essa conjuntura tem como fomento o preconceito por parte da sociedade, e gera consequências para as vítimas.

A priori, é fundamental destacar que o prejulgamento vignente na sociedade corrobora esse cenário. No século XIX, existiam os “freak shows”, nos quais os portadores de deficiência eram expostos para entreterem e serem motivos de risadas. Felizmente, essa violência ficou no passado, no entanto, traços dessa ainda sem fazem presentes na hodiernidade, visto que muitos portadores de deficiência são excluídos e vítimas de bullying. Então, isso demonstra a negligência da sociedade contemporânea em relação aos valores sociais e a fragilidade dos vínculos humanos.

Consequentemente, é preciso considerar também as implicações causadas por essa debilidade. O capacitismo é um crime que fere a dignidade humana, causa dór e angústia nas vítimas. Além disso, ele causa desigualdade social, uma vez que parte dos portadores de deficiência possuem dificuldade de se inserirem no mercado de trabalho e de se consolidarem nesse - em função do preconceito vigente. À vista disso, esse grupo é marginalizado e excluído da teia social. Logo, é substancial que a sociedade “troque as lentes” para um futuro em que o respeito ao próximo e o altruísmo recíproco façam parte do repertório comportamental humano.

Em suma, é evidente o quanto esse tema é uma mazela que precisa ser vencida. Logo, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Cidadania, devem, por meio de verbas oriundas do Tesouro Nacional, criar campanhas publicitárias educacionais, divulgadas em redes sociais e propagandas de TV, a respeito da necessidade do tratamento isonômico, além de integrar os deficientes nessas propagandas, a fim de eliminar o capacitismo da sociedade. Assim, o país alcançará o direito proposto no artigo 5º da Constituição Federal.