Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/11/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, as pessoas que não faziam parte da raça ariana, na qual atendia os modelos nazistas, eram mortas e exploradas dentro dos campos de concentração. Infelizmente, a sociedade brasileira atual reproduz esse sistema, no qual as pessoas que fogem do padrão sofrem repressão social. Assim, os deficientes são sofrem preconceito, que é acentuado devido a pressão estética e a falta de representação.
A princípio, a partir do desenvolvimento das redes sociais o culto a imagem começou a ser parte integrante do cotidiano de todos os cidadãos que tem acesso à internet, dessa maneira o corpo passado a ter um peso dentro das relações sociais. Por exemplo, em 2021, a cantora Billie Eilish foi fotografada andando com uma roupa casual e duramente criticada pela forma que seu corpo se apresentava, sendo alvo de bullying em redes sociais, conforme divulgado na Revista Verity. Isto posto, fica evidente que as pessoas julgam os outros a partir de sua aparência física, tentando encaixar todos os corpos em um mesmo molde. Com isso, essa pressão estética modifica o olhar dos cidadãos que passam a entender a diferença como algo negativo. Dessa forma, os deficientes passam a ser alvo de capacitismo a partir do padrão de beleza imposto aos indivíduos .
Ademais, esse cenário é agravado pela falta de representatividade de pessoas portadoras de deficiência em lugares de prestígio. Nesse viés, segundo a socióloga Emilie Durkheim o contexto social é fundamental para a formação do Fato Social, ações reproduzidas por diversos cidadãos, de modo que a relação com o meio determinado a atuação individual. A partir dessa teoria, a presença de deficientes em locais de grande alcance, como filmes, cargos políticos, séries e empresas, faz com que a sociedade naturalize essas pessoas em função do convívio. Entretanto, essee grupo é marginalizado socialmente, desencadeando um ideal coletivo que classifica essas pessoas como incapazes de atuarem em áreas de destaque. Dessa forma, o capacitismo ganha enfoque dentro dessa visão preconceituosa que restringe lugares de visibilidade a pessoas padrões.
Em suma, a pressão estética imposta e a falta de representatividade incorporada o capacitismo. Assim, cabe ao Governo Federal incentivar que as pessoas deficientes façam parte das propagandas publicitárias, por meio da criação de um programa que contrate modelos e atores que fazem parte desse grupo. Para isso, o Estado deve agenciar esses profissionais sem nem um custo para as empresas contratantes, tornando essa ferramenta atrativa para o mercado. Com isso, as pessoas portadores de deficiência ganharão destaque na sociedade, quebrando os padrões estéticos e contribuindo para a representação, de modo a combater o preconceito na sociedade brasileira.