Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 19/11/2021
A Constituição Federal de 1988 é um documento que, apesar da recente elaboração, possui representatividade internacional pela sua vanguarda jurídica em garantir o bem estar social e uma vivência digna a todos os sujeitos em território brasileiro. No entanto, mesmo diante da existência desse arcabouço normativo o capacitismo ainda persiste, demonstrando a limitação prática deste código legal e a necessidade de apresentar caminhos eficazes para combater essa problemática. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da ausência de investimentos governamentais para tratar desse importante tema nas diretrizes educacionais, mas também pela atuação das principais mídias no âmbito.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar a forma como parte do estado costuma lidar com o capacitismo no Brasil. Isso porque, como afirmou Gilberto Dimenstain, em sua obra “Cidadão de Papel”, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para a aplicação do artigo 6° da “Constituição Cidadã”. Isso é perceptível ao analisar a carência nas diretrizes educacionais direcionadas para o estudo do capacitismo, causando muitas vezes, por falta de conhecimento atitudes preconceituosas.
Além disso, é igualmente preciso apontar a atuação das principais mídias sociais como outro fator que dificulta a atenuação da problemática. O filósofo Allen Ginsberg afirma “quem controla a mídia, as imagens, controla a cultura”, de maneira análoga no atual corpo social brasileiro esse assunto não é abordado integralmente, assim, tornando-se distante do conhecimento da população. Desse modo, nota-se um desequilíbrio da relação supracitada, visto que, as mídias sociais não atuam de maneira eficiente para combater o entrave.
Portanto, diante do exposto, fica evidenciada a necessidade de intervir nessa problemática ainda presente na conjuntura atual. Urge que o Ministério da Educação, através de investimentos do Governo Federal, implante nas escolas desde o ensino fundamental, palestras e momentos que abordem o capacitismo, fazendo dos futuros cidadãos seres que tenham melhor conhecimento acerca do assunto, para que não tenham atitudes preconceituosas e violentas. Assim, esse panorama não fará mais parte da sociedade contemporânea.