Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 09/11/2021

O preconceito a pessoas com deficiência é algo que apareceu na história do Brasil desde o século XIX, no romance escrito por Machado de Assis, “Memória Póstumas de Brás Cubas”, no qual o defunto autor menciona o preconceito que tinha com Eugenia, sua namorada de infância, que não a aceitava por ela ser manca. Ademais, ao sair da narrativa percebe-se que há até hoje um grande estigma em relação ao combate do capacitismo no país. Desse modo, é válido discutir os desafios para enfrentar tal problema, bem como as consequências do mesmo.

Com efeito, é importante debater os desafios para o combate do problema. O primeiro fator a se pontuar é a falta de apoio do governo, uma vez que é seu papel assegurar que essas pessoas tenham os mesmos direitos dos que são saudáveis e alcancem quaisquer objetivos. Além disso, o preconceito no mercado de trabalho é outro grande impasse, visto que no país há 45 milhões de pessoas com alguma deficiência, segundo o IBGE, mas apenas 440 mil trabalham formalmente. Nesse sentido, é perceptível a incapacidade do Estado em realizar sua função.

Convém pontuar, ainda, os efeitos do capacitismo. Isso ocorre, porque a sociedade atual é repleta de diferenças que não são aceitas, acarretando consequências negativas aos que sofrem a não aceitação. Por conseguinte, a falta de trabalho formal e a exclusão em escolas são alguns dos pontos negativos que enfrentam, assim, percebe-se que há uma grande diferença entre o Brasil real e o Brasil oficial, adversidade apontada por Machado de Assis ainda no século XIX.

Portanto, é certo que os desafios são enormes e o capacitismo precisa de combate no Brasil. Então, o Ministério Público adjunto com o Ministério da Educação, ambos na escala Federal, deverão criar projetos que facilitem a inserção de deficientes em sociedade como também em redes de ensino superior, promovendo a qualificação e o acesso a uma vida melhor. Tal ação deve ocorrer em parceria com o Poder Judiciário para que sejam votados os projetos e os afetados possam ingressar em uma universidade facilitando sua inclusão no meio social, a fim de que o capacitismo seja abandonado e novos caminhos apareçam aos que sofrem com tal preconceito.