Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 09/11/2021

No filme norte-americano “O extraordinário” é apresentada as dificuldades sofridas por um menino que possui uma deformidade facial, o qual sofre preconceito e é excluído pelos colegas de sua escola. Diante disso, essa temática está presente nos hábitos da população brasileira, visto que a falta de acessibilidade à pessoas com deficiência resulta na maior exclusão desse grupo às posições de representatividade.

Em primeira análise, foi criado no ano de 2015 o Estatuto da Pessoa com Deficiência, por meio da lei n° 13.146, com o intuito de garantir o acesso à pessoas com deficiência de forma igualitária, a fim de promover uma maior inclusão social. Dito isso, a legislação criada garante direitos como o acesso igualitário à educação superior e construção de obras públicas para garantir a acessibilidade. Para ilustrar tal fato, a cidade de Uberlândia destinou verbas públicas para adaptar 100% das frotas de transportes públicos com rampas, a fim de que pessoas com deficiência locomotiva possam usufruir desses locais.

Contudo, ideias preconceituosas e capacitistas ainda estão presentes nos hábitos da população brasileira. Nesse contexto, segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos de 5% das pessoas com alguma deficiência possuem empregos formais com carteira assinada. Diante dos fatos citados, é notório que a população deficiente possui mais dificuldades na inclusão no mercado de trabalho.

Logo, é evidente que hábitos preconceituosos e discriminatórios são recorrentes na população brasileira. Portanto, cabe ao Ministério da Mulher, da família e dos direitos humanos, por meio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD PcD), realizar medidas de conscientização da população acerca dos direitos garantidos por lei às pessoas com deficiência e além disso, realizar juntamente por meio de investidores da iniciativa privada, campanhas de inclusão da população deficiente. Dessa forma, isso pode ocorrer por meio de um maior repasse de verbas à construção de obras públicas acessíveis, como rampas, e o aumento do número de editais de admissão de emprego para pessoas com deficiência, a fim de que haja uma maior inclusão social e redução do capacitismo na população brasileira.