Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 12/11/2021
Historicamente, os desafios que pessoas com deficiência (PCD) enfrentam demonstram-se pouco compreendidos pela população em geral, uma vez que o papel imposto a tais indivíduos na sociedade reflete uma imagem de dependência e limitação. Visto isso, o capacitismo presente no Brasil atual se relaciona diretamente com a pouca representatividade social e midiática de sujeitos com necessidades especiais, ou seja, a pouca empatia do cidadão comum perante a pessoas diferentes é uma consequência de uma ausência de visibilidade para minorias.
No que tange o capacitismo no Brasil atual, um aspecto significativo deve ser considerado. Parmênides definiu “Identidade Filosófica” como a necessidade de atribuição de características a dado problema a fim de que seu reconhecimento leve ao enfrentamento adequado. À vista disso, é imprescindível que haja a averiguação do porquê pautas PCD, ao que tudo indica, não são amplamente divulgadas nas grandes mídias, bem como o que impulsiona o cidadão comum a restringir minorias à esteriótipos. Sendo assim, a pouca representatividade de pessoas com necessidades especiais é um dos fundamentos do pensamento capacitista.
Por conseguinte, outra circunstância deve ser analisada. Thomas Nagel em “Como é ser um morcego?” reflete a respeito de empatia e sobre o que é ser alguém além de nós mesmos, posto isso, um sujeito básico poderia apenas tentar compreender como é ser uma pessoa com deficiência na contemporaneidade ao se instruir a respeito de questões envolvendo tais minorias. Deste modo, a não perceptibilidade de pessoas com deficiência reflete a falta de divulgação de suas pautas, as quais pouco atingem o cidadão comum.
Portanto, o capacitismo no Brasil atual decorre da invisibilidade de PCDs na sociedade contemporânea. Tal empecilho pode ser enfrentado com eficiência ao haver uma implementação efetiva de campanhas de conscientização a respeito do tema nas grandes mídias por parte do Estado, bem como o incentivo ao debate, promovido nas escolas desde o ensino básico até o médio por intermédio de investimentos governamentais. Ademais, é essencial que haja a instalação de rampas em locais públicos e de centros de atendimento a PCDs em cada bairro de qualquer cidade. Assim, os desafios enfrentados por tais indivíduos podem ser diminuídos consideravelmente no país e o Brasil poderá se tornar uma nação mais empática.